Eduardo Cunha defende aumento de salários de deputados

Um dos cotados para assumir a presidência da Câmara, peemedebista afirma que é necessário haver reajuste

Erich Decat e Nivaldo Souza, O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2014 | 18h27

Brasília - O líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), principal nome na lista de apostas para presidir a Casa a partir de 2015, considera inevitável um aumento salarial para os parlamentares na próxima legislatura. Em entrevista ao Broadcast Ao Vivo nesta segunda-feira, 27, Cunha defendeu a aprovação da elevação do rendimento dos deputados, que atualmente é de R$ 26.723,13 até 31 de janeiro, quando terminam os mandatos no Congresso.

"Você tem que estipular o salário da próxima legislatura antes do fim desta. Isso acontece a cada quatro anos. Em 2010, foi a mesma coisa e não seria diferente agora. Na realidade, você tem o mesmo salário há quatro anos e o salário dos deputados e senadores são estipulados para a legislatura inteira (quatro anos). Ele costuma ser equiparado ao de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)", afirmou.

O salário dos ministros do STF serve de teto constitucional na administração pública federal. Em agosto, os próprios ministros da Corte Suprema decidiram elevar seus rendimentos em 22%, ampliando o salário de cada um deles de R$ 29,4 mil para R$ 35,9 mil a partir de 2015. "Essa discussão extrapola um pouco a vontade (individual dos parlamentares). É claro que um aumento deverá vir tanto para o STF quanto para os parlamentares, porque não é permitido corrigir durante a legislatura", disse. 

A reprise da entrevista com o líder do PMDB estará disponível em seu terminal broadcast+ na seção AETV e via web em Broadcast Político na seção mais vídeos.

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