Eduardo Campos permanece à frente do partido

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, será reconduzido hoje ao cargo de presidente do Partido Socialista Brasileiro, durante o 12.º Congresso da legenda, iniciado ontem, em Brasília. Também serão mantidos nos seus postos os principais integrantes da Executiva - como o primeiro vice-presidente, Roberto Amaral (RJ), o segundo vice, Beto Albuquerque (RS), e o terceiro, João Capiberibe (AP).

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2011 | 03h07

Durante o congresso, Eduardo Campos pediu aos militantes que não se deixem seduzir por alianças que possam fugir do projeto de um governo de aliança de esquerdas nas eleições municipais do ano que vem. "Não podemos vacilar. Temos de impedir que volte a velha política que não serve ao Brasil", afirmou ele.

Campos disse ainda que o partido é solidário com o projeto político hoje encarnado pela presidente Dilma Rousseff, que foi iniciado por Luiz Inácio Lula da Silva. "Nossa aliança não é eleitoral. É política, baseada num projeto que deu certo. Se esse projeto não tivesse sido executado, hoje o Brasil estaria enfrentando a crise econômica de forma traumática".

Pela manhã, o PSB promoveu encontros dos movimentos sociais do partido, como o sindicalista, o negro, o de mulheres e o de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Foi a primeira vez que representantes deste último setor se reuniram para eleger um secretário que os representará junto à direção.

Já o vice-presidente Roberto Amaral cobrou uma participação mais ativa dos movimentos sociais diante dos problemas da sociedade. "Nosso papel é denunciar as mazelas do capitalismo e vejo que a esquerda está renunciando a isso. Precisamos mostrar que existe outro caminho a ser seguido". / J.D.

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