Economistas veem 'direção errada'

Celular em punho, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco provocou a plateia tucana: "Às vezes esquecemos de mostrar objetos como este, que demonstra a extensão do processo de privatização neste País. A fadiga talvez tenha nos levado a encolher um pouco nossas ambições". Um dos primeiros palestrantes, o economista fez um adendo ao tema do seminário, "A nova agenda - desafios e oportunidades para o Brasil". "Nem tão nova", acrescentou Franco no resumo de sua apresentação.

RIO, O Estado de S.Paulo

08 de novembro de 2011 | 03h06

Para o encontro o PSDB convidou economistas e cientistas políticos para não apenas traçarem diagnósticos, mas apontarem saídas para as deficiências nas áreas social e econômica. Falta de foco, gestão ineficaz e excesso de aparelhamento da máquina estatal constituíram sua crítica recorrente.

Encruzilhada. "O Brasil está em uma encruzilhada e caminha na direção errada. O Estado foi capturado por interesses políticos e privados. Faltam foco e proposta", criticou outro ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, que propôs a limitação do número de cargos comissionados na área federal.

Mediador da segunda mesa de debates, sobre a área social, Edmar Bacha também foi duro ao apontar as falhas da administração petista.

"Temos um governo federal capturado por interesses espúrios, incapaz de promover o bem comum", afirmou. /L.N.L.

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