'É preciso que a advocacia volte a se unir'

Após uma campanha marcada por troca de acusações e até ações na Justiça, o presidente eleito da OAB-SP, Marcos da Costa, pregou a união da advocacia e disse que, apesar de dar continuidade à atual gestão, estará aberto ao diálogo com os seus oponentes.

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2012 | 02h03

Seu mandato será de continuidade da gestão do atual presidente, Luiz Flávio D'Urso?

Sim. Mas a Ordem, a partir do ano que vem, vai estar aberta a quem quiser colaborar. É importante que, passada a eleição, a advocacia volte a se unir.

Qual será sua primeira ação como presidente da OAB-SP?

Nós vamos trabalhar muito firme para a melhoria da Justiça. A nossa primeira proposta é criar um Conselho Estadual de Justiça, nos moldes do Conselho Nacional de Justiça, que foi a maior revolução pela qual o Judiciário já passou.

O que vai fazer com orçamento de R$ 233 milhões da Ordem?

Na verdade, líquido, o orçamento é hoje de cerca de R$ 160 milhões, porque a Ordem tem a obrigação de fazer uma série de repasses, além de arcar com salários. Mas, a parcela que sobrar, nós vamos investir na área cultural e no aperfeiçoamento continuado da advocacia.

O sr. acredita que a advocacia tem perdido o seu prestígio?

Essa questão não está ligada à advocacia, e sim à Justiça. Com a Constituição de 1988, mais pessoas tiveram acesso à Justiça, mas, em contrapartida, o Judiciário não acompanhou o fenômeno. Processo que antes demorava um ano para ser julgado, passou a demorar dez. Essa morosidade faz com que a Justiça seja questionada. E, consequentemente, a advocacia. / I.P.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.