É preciso priorizar inovação, afirma ministro

--Depois de dez anos comandando o País, o PT claramente deixou de lado o conflito entre capital e trabalho para pregar a modernização da economia. "O Brasil precisa se transformar numa economia que produz e disputa os setores portadores de futuro, de alto valor agregado", afirma o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, um dos principais economistas do partido.

O Estado de S.Paulo

04 de novembro de 2012 | 02h05

"Não podemos nos acomodar em ser um país produtor e exportador de commodities, porque isso já somos." Para ele, a versão de governo petista a ser vendida nas eleições de 2014 é aquele que prioriza a inovação. Antes no comando da Ciência e Tecnologia e atualmente na Educação, ele prega a aproximação entre empresas e universidades para permitir ao setor produtivo brasileiro dar um salto no desenvolvimento.

Outro conselheiro político da presidente Dilma Rousseff já havia dito ao Estado, meses atrás, que a plataforma de uma eventual campanha dela à reeleição seriam a competitividade e a inovação. Não por acaso, ela colocou em andamento uma agenda de medidas que vai ao encontro das principais reivindicações do setor produtivo. Estão nesse rol a desoneração da folha salarial, o corte nas tarifas de energia elétrica, as concessões em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

"É um programa ousado de parceria com a iniciativa privada que foi uma inflexão importante", afirma Mercadante.

Eles acreditam que essa é a evolução natural, visto que houve avanço no campo social, onde estavam as antigas bandeiras do partido. Hoje, o Brasil tem uma das menores taxas de desemprego do mundo. A renda dos mais pobres praticamente dobrou nos últimos dez anos, segundo estudo recentemente divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Assim, a necessidade de posicionar o Brasil no cenário econômico mundial, sobretudo quando a crise econômica passar, é um objetivo que ganha maior peso. / L.A.O e J.D.

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