'É improcedente', afirma advogado de ex-assessora

Defensor de ex-diretor da Agência Nacional de Águas não comenta ação do Ministério Público Federal

O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2012 | 02h02

O criminalista Celso Vilardi, que defende Rosemary Noronha, rechaçou com veemência a acusação contra a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo. "Não conheço a denúncia, preciso conhecer os termos da acusação para poder responder no foro adequado, que é pelo processo, mas pelo trecho divulgado posso afirmar que o Ministério Público Federal está fazendo uma acusação absolutamente improcedente."

O advogado disse que Rose "não integra nenhuma quadrilha". "Os atos dela não são criminosos e vamos fazer prova disso no processo." Vilardi afastou completamente a hipótese de a ex-chefe de gabinete fazer delação premiada. "Nada de delação, até porque delação requer a confissão de prática criminosa, o que ela seguramente não fez, e a acusação a outros participantes nessas práticas. Rose não tem absolutamente nada a falar de outras pessoas."

A defesa de Paulo Vieira, apontado como o chefe da quadrilha, e de Rubens Vieira não respondeu aos contatos da reportagem. O advogado de Cyonil Borges, Rodrigo Felberg, afirmou não ter tido acesso à denúncia, mas disse que as imputações contra seu cliente são "absurdamente improcedentes". "Não tem a mínima procedência, tanto é que ele não foi indiciado pela Polícia Federal." Ele afirmou respeitar o MP, mas disse que "vai com toda a tranquilidade expor os fatos e explicar que não há a mínima procedência nessa denuncia".

Ênio Soares Dias, Esmeraldo Malheiros Santos, José Cláudio de Noronha, assim como os advogados de Evangelina Pinho de Almeida e Marco Antônio Martorelli, não atenderam.

A reportagem não localizou José Weber Holanda, Mauro Henrique Costa Sousa, José Gonzaga Silva Neto, Kleber Ednald Silva, João Batista de Oliveira, Márcio Alexandre Barbosa Lima, Lucas Henrique Batista, Patrícia Maciel, Glauco Moreira e Jailson Santos Soares.

O criminalista Cláudio Pimentel, que defende o ex-senador Gilberto Miranda, disse que não teve acesso à denúncia. "Fica bastante difícil falar qualquer coisa sem ter tido acesso. Mas fiquei surpreso com a rapidez com que os procuradores ofereceram a denúncia, antes mesmo de as investigações policiais terem sido concluídas."

O advogado Edson Torihara, que defende o empresário Carlos César Floriano, ex-presidente da Tecondi, também disse não ter recebido cópia da denúncia. "Depois vamos nos manifestar."

Milton Fernando Talzi, defensor do empresário Marcelo Vieira, foi categórico. "Não há em todo o inquérito policial uma única tratativa envolvendo Marcelo que diga propina, que deixe explícito ou implícito oferecimento de vantagem."

Os Correios informaram que seu vice-presidente Jurídico, Jefferson Guedes, está afastado das funções na empresa desde 3 de dezembro, até que seja concluída a auditoria interna sobre os fatos. "Os Correios só irão se pronunciar sobre a denúncia após serem oficialmente comunicados."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.