'É importante ter uma aliança'

Com relação ao PSD, o pré-candidato tucano à Prefeitura diz que quem cuida do assunto é o governador Alckmin

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2012 | 03h06

Apontado como preferido no grupo do ex-governador José Serra para disputar a Prefeitura pelo PSDB, caso não saia o acordo com o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, o secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo, disse "respeitar as decisões de Serra". "Até porque sempre entendi que a história dele é a história de um vencedor na política", afirmou em entrevista ao Estado.

Com a decisão de Serra de não concorrer, as prévias são um caminho sem volta no partido?

Acredito que sim, porque avançaram muito. O partido está muito motivado, todo mundo animado, e isso está fazendo muito bem ao partido.

O que acha da decisão de Serra de não disputar? O PSDB deve pedir a ele que reveja a posição?

Acho que o governador Serra tem uma história não só no partido, mas no País. E, portanto, está credenciado para disputar o cargo que ele decidir ser mais importante no momento. Sempre respeitei as decisões do Serra até porque sempre entendi que a história dele é a história de um vencedor na política.

Para setores do partido, os tucanos que querem disputar prévias, como o sr., não conseguem trazer o PSD para a aliança.

Acho importante uma aliança ampla. Uma aliança que tenha nossos parceiros de sempre, como DEM, PP, PTB e, obviamente, o PSD, um partido importante, até porque hoje o prefeito Kassab lidera o PSD. É uma discussão que está em curso e que pode ser bem sucedida.

Como foi a conversa do sr. com Kassab para ter o apoio do PSD?

Quem está cuidando da questão de aliança é o partido e o governador Alckmin. Tenho conversas com o prefeito por ser amigo dele há mais de 20 anos. Então a gente conversa de política normalmente. Mas não no assunto alianças. Quem tem que cuidar das alianças é o governador, que é o chefe político do partido no Estado.

Acha que Alckmin deve declarar seu voto como militante, como disse que faria quando houve ameaça de prévias em 2004?

Olha, o governador tem que ter a posição que ele achar importante. Ele tem a agenda dele. A decisão que tomar será sempre aceita por mim. Mas acho que ele fará o que tem dito e feito sempre, que é manter uma certa distância do processo e equidade entre os candidatos.

O ex-governador Alberto Goldman e o senador Aloysio Nunes Ferreira já disseram que o apoiariam numa prévia. O sr. espera o apoio declarado de Serra?

Para mim, o fundamental é ter apoio da militância. Obviamente entre todos os militantes, e eles se incluem na militância do partido. E é fundamental o apoio da sociedade. Cada voto é um voto. Quero o apoio deles, como de todos os militantes.

Como pretende rebater as acusações de que teria implementado uma política higienista na capital quando secretário de Serra?

É mais uma vez o PT repetindo incansavelmente uma mentira, com finalidade eleitoral. As pessoas que conhecem a cidade sabem bem do meu trabalho.

O pré-candidato do PMDB, Gabriel Chalita, tenta fechar o apoio do DEM, retirando o tradicional aliado da aliança com o PSDB?

O DEM ficará conosco.

O que achou das críticas de Chalita sobre a operação da Polícia Militar na cracolândia?

Gabriel conhece São Paulo até Higienópolis, nunca chegou até a Duque de Caxias. É opinião de quem não conhece, até porque é especialista em autoajuda e não em ajudar os outros. / J.D.

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