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É direito das pessoas concorrerem, afirma Dilma sobre Marina

Presidente diz que não pode ficar "preocupada" com candidatura da ex-ministra à Presidência e que seguirá com sua campanha: "Tenho muito o que mostrar"

Rafael Moraes Moura, enviado especial, O Estado de S. Paulo

19 de agosto de 2014 | 15h58

Porto Velho - A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, afirmou nesta terça-feira, 19, que não está preocupada com a entrada da ex-ministra Marina Silva (PSB), na corrida pelo Palácio do Planalto. "É direito das pessoas concorrerem", disse a petista. O nome de Marina deve ser confirmado na chapa do PSB nesta quarta-feira, 20, em Brasília.

 

"Eu vejo naturalmente [a entrada da Marina na disputa], quero lembrar que na época nós lutamos muito para viabilizar tanto Santo Antonio quanto Jirau, contratando técnicos e especialistas", disse Dilma. "Não tenho por que comentar a entrada de ninguém."

A presidente visitou nesta terça as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, em um esforço da campanha para colocar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na vitrine eleitoral. Após a visita, foi questionada pelo Broadcast sobre a candidatura de Marina.

"Meu querido, eu quero dizer pra vocês: vou fazer a minha campanha, tenho muito o que mostrar. Eu não posso ficar preocupada com qualquer pessoa ou com o que ela queira fazer, é direito das pessoas concorrerem. E é meu direito, agora, aproveitar esse período e apresentar as obras que nós estamos fazendo, tudo que nós entregamos", afirmou Dilma, após a visita à hidrelétrica de Santo Antônio.

A licença prévia das hidrelétricas foi emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em 2007, quando Marina Silva - agora alçada à cabeça de chapa do PSB na corrida pela Presidência - chefiava o Ministério do Meio Ambiente.

 

Apesar das declarações de Dilma, internamente auxiliares da presidente e integrantes do comitê da campanha ficaram preocupados com o resultado da última pesquisa Datafolha, que apontou situação de empate técnico entre Dilma e Marina em um eventual segundo turno. O Palácio do Planalto prefere enfrentar num segundo round o candidato do PSDB, Aécio Neves, visto como um alvo mais previsível de ser combatido, reeditando a polarização entre PT e PSDB das últimas disputas.

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