'É claro que pretendo participar da concorrência do projeto'

Em entrevista ao Estado, o dono da T'Trans Sistemas de Transporte S/A, o italiano Massimo Giavina-Bianchi, confirmou que fez um estudo sobre o VLT a pedido do presidente da Assembleia de Mato Grosso, José Riva (PSD), e afirmou que está interessado no negócio.

Entrevista com

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2011 | 03h04

Foi o deputado José Riva quem pediu o estudo?

O deputado Riva que pediu sim.

Ele pagou?

Acho que isso você deve perguntar pro Riva. É claro que teve um custo, claro.

Qual o objetivo do estudo?

Me pediram para fazer o estudo. Tenho 40 anos de experiência na área ferroviária. E esse estudo, baseado em referências mundiais, chega a conclusão de que, para Cuiabá, o BRT estaria saturado.

O sr. pretende participar da concorrência do projeto?

Olha, se alguém me convidar, eu participo. Pretendo sim, claro. Como estou participando no Rio de Janeiro, na Supervia.

Não há conflito de interesse ao apresentar o estudo e disputar a licitação?

Uma coisa é fazer um projeto, as especificações, o anteprojeto. O que fizemos foi um estudo comparativo.

O sr. pode vender carro (trem) diretamente para o governo de Mato Grosso?

Sim, se eu ganhar a concorrência.

Não há lobby a favor do VLT?

Pode até ter lobby? Pode ter, mas estou dizendo que contra técnica não existem argumentos. É um problema técnico. O BRT vai começar saturado. Não tenho nada contra o BRT, mas lá em Cuiabá não se adapta. Para mim, Cuiabá me interessa? Claro que me interessa. Nós temos aí grandes contratos muito superiores a Cuiabá, é mais um negócio, é claro que interessa. A T'Trans é 100% nacional e tem todas condições de participar dessa concorrência.

Numa visita a Cuiabá, o sr. chegou a dizer que o BRT é um trambolho...

Mas é mesmo. A distância entre um BRT e outro é um metro meio. Imagine um trambolho daquele cruzando com outro BRT. / L.C.

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