Durval Barbosa envolve Temer no 'mensalão do DEM'

Pivô do "mensalão do DEM", Durval Barbosa acusou ontem em depoimento na Justiça do Distrito Federal o vice-presidente Michel Temer de se beneficiar de um esquema de compra de apoio político patrocinado pelo ex-governador José Roberto Arruda.

O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2012 | 03h01

Segundo a assessoria do tribunal, Barbosa revelou detalhes da suposta compra de apoio do PMDB. No depoimento, o operador do "mensalão do DEM" diz que a migração dos peemedebistas para a base aliada de Arruda custou "R$ 1 milhão" por mês. A negociação teria sido tratada pelo atual vice-governador Tadeu Filippelli. O valor, conforme Barbosa, foi revelado pelo então governador em reunião com a cúpula do governo, com cerca de cem participantes.

Ainda segundo ele, Arruda lhe confidenciara que o dinheiro era distribuído por Filippelli e dividido com outros quatro líderes do PMDB: "Michel Temer, Aluísio Alves e um tal Cunha, que não recordo o prenome. Havia um quinto participante, mas já morreu", afirmou no depoimento.

A versão apresentada por Barbosa não é nova e foi negada reiteradas vezes pela Vice-Presidência da República. Filipelli não foi localizado ontem.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.