JF DIório/AE
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D'Urso acredita em apoio de Serra ou Haddad no 2º turno

Vice da chapa de Russomanno (PRB) diz ter esperança, não certeza, de passar para eventual 2ª fase da disputa

Guilherme Waltenberg, de O Estado de S. Paulo

10 de setembro de 2012 | 17h05

Candidato a vice na chapa de Celso Russomanno (PRB), o presidente licenciado da Ordem dos Advogados do Brasil, Luiz Flávio Borges D''Urso (PTB), disse acreditar que, caso Russomanno chegue ao segundo turno, receberá apoio da coligação que acabar em terceiro lugar, seja a do PT, de Fernando Haddad, ou do PSDB, de José Serra. A análise foi feita considerando as atuais pesquisas de intenção de votos, que colocam Russomanno em primeiro, Serra em segundo e Haddad em terceiro.

"Imagine o seguinte, se nós estivermos enfrentando o candidato (José) Serra, o PT e toda aquela coligação não vão apoiar o candidato tucano contra nós. A tendência é que estejam conosco contra o Serra. Se for contra o (Fernando) Haddad, por óbvio, quem apoia o Serra estará conosco".

D'Urso, no entanto, evitou cantar vitória antecipadamente. "Tenho esperanças de estar no segundo turno, não certeza", afirmou. "No segundo turno será outra eleição. O tempo (de propaganda no rádio e na televisão) será igual, o que vai nos favorecer", disse. Hoje, a coligação de Celso Russomanno tem cerca de 2,10 minutos por bloco de propaganda diária no rádio e na televisão. A coligação de Fernando Haddad tem cerca de 7,37 minutos e a de José Serra, 7,41.

 

D'Urso repetiu a proposta de Russomanno apresentada durante entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo, de cadastrar os guardas noturnos que vigiam ruas de bairros. "Hoje eles ficam no quarteirão olhando. Se veem uma situação de suspeita, chamam a polícia. A diferença é que vamos cadastrar essa gente. Eles não são policiais, eles colaborariam. São 300 mil guardas noturnos, mas tem que ser gente séria", disse.

A proposta gerou polêmica com o atual prefeito, Gilberto Kassab (PSD), que disse que isso criaria uma "milícia" em São Paulo. Russomanno respondeu que Kassab deveria "enfiar o rabo entre as pernas". D'Urso afirmou que a iniciativa já foi realizada no passado pelo senador falecido Romeu Tuma (PTB) na região de Santo Amaro, zona sul da capital.

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