Dupla mantém pontes com lulismo

ANÁLISE: Rafael Alcadipani e Marco Antonio Teixeira

PROFESSORES DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DA FGV-SP, DO CURSO DE CIÊNCIA POLÍTICA, TAMBÉM DA FGV-SP, RESPECTIVAMENTE, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2013 | 02h09

A ida de Marina Silva para o PSB de Eduardo Campos altera significativamente o quadro desenhado para 2014. A aliança viabiliza uma terceira via capaz de romper com a polarização entre PT e PSDB, presente no cenário político brasileiro em todas as disputas presidenciais desde 1994.

A candidatura opositora de Aécio Neves será a mais afetada caso a dupla se imponha como a alternativa a Dilma Rousseff. O projeto de reeleição da presidente também poderá se enfraquecer.

Marina é uma ex-petista que trás consigo, além da simpatia de eleitores tradicionais do partido, uma opção de mudança sem rompimento brusco com as políticas sociais do atual governo. Campos, que sempre se mostrou leal ao presidente Lula, também transita com muita facilidade entre os simpatizantes do governo Dilma. A sucessão poderá deixar de ter característica plebiscitária, o que dará força ao debate programático.

Na semana passada, muitos apontaram que Marina era mais sonhadora do que pragmática e que na política o pragmatismo é essencial. Chegaram a duvidar de sua capacidade de governar. A junção entre Marina e Campos acabou se constituindo numa movimentação em que se assumiu a política como ela é.

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