Dupla conversa com empresários em SP

Marina apresenta Eduardo Campos a grupos financeiros que apoiavam projeto político da Rede; ela vai viajar com governador pelo País

Caio Junqueira e Débora Álvares / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2013 | 02h12

A ex-ministra e ex-senadora Marina Silva, agora filiada ao PSB, articula para amanhã em São Paulo um encontro para apresentar ao presidente do seu partido, Eduardo Campos, os empresários ligados a ela. A ideia é iniciar uma aproximação entre o grupo financeiro que dá suporte a seu projeto político e o pernambucano, com vistas à campanha presidencial de 2014.

Devem ser convidados o presidente da Natura, Guilherme Leal, que foi vice de Marina na campanha presidencial de 2010, os empresário Roberto Klabin e Pedro Passos, e representantes do banco Itaú.

Além disso, economistas com relação próxima a Marina também devem comparecer: André Lara Resende, José Eli da Veiga, Roberto Gianetti e Pedro Abramovay. "É uma reunião de ampliação da informação e da proposta para apoiadores estratégicos da Rede", explicou o vereador de São Paulo Ricardo Young (PPS).

O encontro também dá início a outro acerto entre Marina Silva e Eduardo Campos: o de viajarem o País juntos e criarem fatos políticos que ampliem a exposição do governador, que até então aparece em quarto lugar nas pesquisas de intenção de votos (com 4% na última sondagem do Ibope, de setembro). Seria uma estratégia semelhante ao que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez com sua candidata Dilma Rousseff em 2010. Na terça-feira, Marina retribuirá a visita a São Paulo e irá até Recife se encontrar com o governador e parceiro.

Para a cúpula do PSB, o encontro com empresários é fundamental para Campos aumentar seu leque de relações econômicas na capital do Estado mais rico do País.

Indústria pesada. O governador já tem boa relação com alguns segmentos do empresariado, fruto de rodadas de conversas desde que assumiu o governo do Estado. Mas sua relação é mais limitada a representantes da indústria pesada, como a Gerdau, e da construção civil, caso da Odebrecht, que detém muitas obras em Pernambuco.

Agora, com a adesão de Marina, sua expectativa é agregar as grandes empresas que carregam a bandeira da sustentabilidade, mantra da ex-senadora, como, por exemplo, a Natura e a Klabin. O governador já ensaia discurso nesse sentido.

Outro acerto entre os dois é a a garantia que o presidente do PSB deu a Marina Silva de que sua candidatura a presidente é irreversível, ainda que numa reviravolta o PT resolva lançar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Campos sempre disse que se o ex-presidente retornasse à arena política, ele desistiria da disputa. Agora, nega essa possibilidade. Os socialistas também rejeitam qualquer possibilidade de Marina vir a ser a candidata do PSB se Eduardo Campos não decolar nas pesquisas de opinião.

Tudo o que sabemos sobre:
MarinaCamposSPPSBEleições 2014

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.