JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão

Doria promete revogar velocidade nas marginais na segunda semana de gestão

Prefeito eleito de São Paulo chamou de "falácia" associar a redução de acidentes na cidade com a mudança da velocidade nas vias; reafirmou que saúde e vagas em creche são prioridade de gestão

O Estado de S. Paulo

03 Outubro 2016 | 06h57

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que vai revogar a redução da velocidade nas marginais Tietê e do Pinheiros na segunda semana de gestão na capital paulista. Segundo ele, será necessário uma semana após assumir o cargo para modificar a sinalização das vias para apontar a mudança da velocidade máxima de 70km/h para 90km/h, nas pistas expressas, e 60km/h para 70km/h, nas centrais, e de 50km/h para 60km/h, nas pistas locais. Segundo ele, associar a redução de acidentes na capital com a mudança nas velocidades, realizada pela gestão Haddad em 2015, é uma "falácia". 

Em entrevista à Rádio Estadão, Doria também prometeu priorizar a saúde e zerar a fila vagas em creches na cidade em um ano, suas prioridades na gestão. No caso da educação infantil, a mudança será feita por meio de parcerias público-privadas, sem haver previsão para a construção de novos estabelecimentos. Além disso, afirmou que vai privatizar o Centro de Eventos do Anhembi e o Autódromo de Interlagos, que, mesmo assim, deve continuar sediando uma disputa anual de Fórmula 1, além de novos eventos.

O tucano reafirmou que não vai aumentar impostos e que não pretende criar novas ciclovias e ciclofaixas na cidade, mas realizar melhorias nas já criadas. 

Doria ainda comentou sobre o que diz ser uma "viela" em Campos do Jordão, a qual foi alvo de decisão judicial por ser considerada uma área pública invadida. Segundo ele, o local foi desocupado no mesmo dia da decisão judicial e que, na gestão municipal anterior, havia feito um acordo com a prefeitura para fazer investimentos no Pronto-Socorro da Santa Casa da cidade como compensação pela área, que estaria sem uso desde os anos 1950.

Também explicou que não há nomes confirmados em sua futura gestão: "não tomamos decisões antes do resultado eleitoral". E reafirmou que não haverá distribuição de cargos entre partidos políticos e que vai priorizar "gente competente e ficha limpa". Por fim, Doria disse que vai cumprir a promessa de reduzir secretarias para aumentar a eficiência da gestão.

A partir de hoje, o tucano começará a se reunir com sua equipe para eleger nomes para compor sua gestão. Ele adiantou apenas um nome: Julio Semeguini, seu coordenador geral de campanha, que irá coordenaar também a equipe de transição.

Medidas. Em entrevista coletiva ontem no diretório estadual do PSDB, o candidato eleito à Prefeitura afirmou que as primeiras medidas tomadas em sua gestão serão referentes ao Corujão da Saúde, privatização do Anhembi e contratos com empresas de ônibus.

“Saúde é o problema número, 1, 2 e 3. Precisa ter uma ação emergencial”, disse. De acordo com o tucano, será mantido sua proposta do Corujão da Saúde, carro-chefe da campanha, que consiste em “alugar” mais de 40 hospitais privados para funcionarem das 20h às 8h atendendo a pacientes da rede municipal. Ele afirmou que irá se reunir com representantes do setor privado nesta semana.

De acordo com Doria, após sua vitória, ele recebeu ligação dos candidatos derrotados Celso Russomanno (PRB), Marta Suplicy (PMDB) e Haddad. O presidente Michel Temer também teria ligado. O ex-prefeito e atual ministro das Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), também teria ligado para parabenizá-lo. “Não estou dizendo que vamos fazer alianças, mas vamos ter boas conversas”, disse Doria, fazendo referência ao apoio e participação de outras siglas na sua gestão. Ele reforçou que irá manter um bom diálogo com todos os partidos, inclusive os da oposição, como o PT. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.