Doria não poderá evitar confronto direto no 2º turno, diz Haddad

Prefeito criticou adversário tucano, que no último debate lançou mão de uma dobradinha comMarta para criticar a gestão do petista na prefeitura

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2016 | 13h27

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, candidato à reeleição, disse neste sábado, 1, que seu adversário João Doria (PSDB) não vai poder evitar o confronto direto no segundo turno.

Segundo Haddad, Doria fugiu do confronto e se aproveitou de uma dobradinha com Marta Suplicy (PMDB) no debate da TV Globo, na quinta-feira, 29, para criticar a sua gestão na Prefeitura sem lhe dar chance de defesa.

"O Doria não vai poder fugir do debate como ele fez na TV Globo. Fugiu o tempo todo para evitar o confronto direto comigo. Ele criticava a administração usando a escada de outros candidatos", disse Haddad.

O prefeito afirmou que, caso chegue ao segundo turno vai tentar ampliar o leque de apoios mas evitou responder se pretende procurar pessoalmente adversários como Marta e Celso Russomanno (PRB).

"Tem que buscar ampliar o leque de apoio. Segundo turno serve para isso", disse o prefeito.

O petista participou de uma caminhada na manhã desde sábado na região do comércio do Capão Redondo, zona Sul. Durante a agenda ele foi hostilizado por taxistas que reclamam da regulamentação de aplicativos como o Uber e do excesso de radares na cidade. Alguns deles carregavam cartazes de Russomano.

Haddad, por outro lado, recebeu apoio e declarações de voto de eleitores da região. O aposentado Gilberto Manoel Soares chegou a chorar enquanto falava com o prefeito. "O Haddad é  meu irmão", disse Soares. "Mas ele tem que colocar mais ônibus na cidade, ônibus mais espaçosos e com televisão", cobrou o aposentado.

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