Felipe Rau e Helvio Romero/Estadão
Felipe Rau e Helvio Romero/Estadão

Doria e França vão trocar ataques nos comerciais de rádio

Tucano vai tentar 'colar' adversário ao PT, enquanto França reforça que ex-prefeito não cumpriu mandato à frente da cidade

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2018 | 20h29

Adversários no segundo turno da disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, o ex-prefeito João Doria (PSDB) e o governador Márcio França (PSB) vão se atacar mutuamente nos comerciais de rádio que começam a ser ser exibidos nesta sexta-feira, 12. 

Enquanto Doria vai tentar colar em França a marca de "esquerdista" e aliado do PT, o pessebista vai bater na tecla que o tucano "abandonou" a Prefeitura. Prevendo essa estratégia, Doria gravou um comercial no qual aborda sua renúncia do cargo para disputar as eleições. 

"É bem provável que a única crítica que meu adversário tenha em relação a mim é não ter cumprido por completo os quatro anos de mandato na Prefeitura. Mas ele não vai dizer as coisas que prometi e cumpri", diz Doria. Em seguida, ele afirma que quer "defender o Estado da esquerda". 

Os comerciais de França usam uma marchinha de carnaval com o mote que o ex-prefeito "tentou ser presidente e não conseguiu" e deixou o cargo na Prefeitura. Em uma das inserções, uma criança pergunta para a mãe se ela vai votar no João Doria. Diante da resposta afirmativa, ela questiona: "Mas ele não prometeu ficar quatro anos?". 

Os comerciais de França também usarão declarações de Paulo Skaf (MDB), que anunciou apoio ao governador. Nas inserções do PSDB, França é apresentado como representante do "Partido Socialista Brasileiro", um partido apresentado como "aliado histórico do PT" e que "declarou apoio a Fernando Haddad". 

O diretório nacional do PSB de fato declarou apoio ao candidato presidencial do PT, mas liberou o diretório paulista de seguir a resolução a pedido de França.  

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