Gabriela Biló / Estadão
Gabriela Biló / Estadão

Doria concorda com Bolsonaro na economia; França opta pela neutralidade no 2º turno presidencial

'Votarei no Bolsonaro contra o PT', diz Doria; 'Se depender de mim, não apoio nem Bolsonaro nem Haddad', afirma França

Marcelo Osakabe, Mateus Fagundes e Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2018 | 12h53

 

Um dia após ter declarado seu apoio a Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno das eleições presidenciais, o candidato ao governo do Estado pelo PSDB, João Doria, disse que não é igual ao deputado fluminense e destacou que o apoia porque a disputa se dará contra o PT e também por sua agenda econômica. Do outro lado da disputa paulista pelo Palácio dos Bandeirantes, Márcio França (PSB) sinalizou, no início da tarde desta segunda-feira, 8, que vai optar pela neutralidade na disputa entre Bolsonaro e Fernando Haddad, presidenciável petista.


"Não sou igual a Bolsonaro e não penso igual a Bolsonaro. Votarei nele contra o PT, contra a esquerda, contra Fernando Haddad e contra Lula", disse o tucano após reunião com seu conselho de campanha. "Não endosso todas as posições dele. Endosso, sim, integralmente, as posições econômicas, sobretudo aquelas fundamentadas no trabalho do Paulo Guedes, que é um profissional de respeito."

De acordo com o tucano, entre os temas que têm diferença com Bolsonaro, está o posicionamento em relação à Ditadura Militar - o pai de Doria se exilou em 1964, após ter seu mandato de deputado federal cassado pelo golpe - e também a postura em relação às mulheres.

Doria, que vai disputar o segundo turno contra Márcio França (PSB), voltou a disparar uma série de críticas ao adversário, na tentativa de colar sua imagem à do Partido dos Trabalhadores.

"Quero anunciar aqui os princípios para esta segunda etapa da campanha. Claramente temos aqui duas posições bem distintas. França representa a velha política, uma política esquerdista e populista. Foi líder do PT na Câmara Federal e aparece na delação da Odebrecht como 'Márcio Paris'".

Doria disse ainda que o PSB, partido do governador, é um genérico do PT e que já declarou apoio a Haddad no segundo turno presidencial. "Esse é o PSB do Márcio França ou Márcio Paris. Vamos vencer no segundo turno com sabor especial de derrotar o PT", completou.

Neutralidade

Márcio França, por sua vez, sinalizou que vai optar pela neutralidade no segundo turno da disputa presidencial. "Se depender de mim, não apoio nem Bolsonaro nem Haddad", disse a jornalistas, antes de almoço no Palácio dos Bandeirantes.

França busca, com esta indicação, manter distância na disputa nacional, sem desagradar a eleitores de ambos os lados. Em São Paulo, Bolsonaro obteve 53% dos votos válidos e Haddad, 16%. Desta forma, o pessebista disse ainda que "São Paulo pode dar o exemplo de união para o País".

Sobre a posição do PSB, cuja executiva nacional recomendou o não voto em Bolsonaro, França minimizou e disse que agora a eleição mais importante para o partido é em São Paulo. 

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