Doria anuncia Bruno Covas como vice e diz que campanha custará 'menos da metade' do teto de gastos

Evento foi marcado por críticas indiretas ao grupo dissidente do partido que não aceita a indicação do pré-candidato

Pedro Venceslau e Juliana Granjeia, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2016 | 13h18

Com a trilha sonora das vitórias de Ayrton Senna ao fundo e homenagens ao ex-governador Mário Covas, o empresário João Doria, pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, anunciou oficialmente na manhã desta quinta-feira, 21, o deputado Bruno Covas como seu candidato a vice. A informação foi adiantada pelo Estado na quarta-feira, 20. O tucano disse ainda, que pretende gastar "menos da metade" do teto de gastos divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de R$ 45,4 milhões.

O evento foi marcado por críticas indiretas ao grupo dissidente do partido que não aceita a indicação de Doria, apoiada pelo governador Geraldo Alckmin.

“No processo democrático há vencedores e vencidos. Quem preza a democracia é capaz de reconhecer que a derrota não é algo pessoal”, disse o vereador Mário Covas Neto, presidente do PSDB paulistano  e filho do ex-governador Mário Covas.

“A chapa Doria e Bruno mostra o quanto foi importante passar por esse processo de depuração partidária”, concluiu o dirigente.

Gastos. Candidato mais rico entre os postulantes à Prefeitura da capital paulista, Doria afirmou que sua campanha terá poucos recursos. "Vamos gastar menos da metade do teto. O tempo de marqueteiros milionários acabou."

As novas regras eleitorais permitem apenas que pessoas físicas possam doar para as campanhas, e ainda assim dentro do limite de 10% dos rendimentos declarados no Importo de Renda. Os candidatos, porém, podem doar mais para as próprias campanhas.

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