Dops de Minas deve virar centro de memória

A preservação dos imóveis que funcionaram como centros de tortura e sua transformação em centros de memória é uma forma de "reparação simbólica" pelos abusos cometidos por agentes do Estado durante a ditadura militar. Esse é o entendimento do Ministério Público Federal em Minas, de parlamentares mineiros e de movimentos sociais ligados à questão. Eles pediram ao Executivo mineiro a preservação da memória em prédios usados pela repressão naquele período. A solicitação de tombamento do antigo Dops, ainda sob análise, foi encaminhada ao Patrimônio Cultura de Belo Horizonte.

Marcelo Portela, Belo Horizonte, O Estado de S.Paulo

06 Junho 2013 | 02h11

A lista inclui ainda o Colégio Militar do Exército e quatro presídios, incluindo o de Linhares, em Juiz de Fora. Por lá passaram presos, nos anos de chumbo, a presidente Dilma, o ministro Fernando Pimentel e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda. O grupo pede ainda o tombamento do edifício onde funcionou o Departamento de Ordem Política e Social em BH.

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