Dois são afastados após gravação com presidiário

Funcionários gravaram vídeo no qual o presidiário André Escocio Caldas acusa Flávio Dino de envolvimento com o crime organizado

Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2014 | 00h46

A Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão afastou nesta quinta-feira dois funcionários suspeitos de participar da gravação de um vídeo no qual o presidiário André Escocio Caldas acusa o candidato do PC do B ao governo do Estado, Flávio Dino, de envolvimento com o crime organizado.

Carlos Aguiar, diretor da Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, e Elenilson Araújo, diretor administrativo da CCPJ, ficarão afastados de suas funções até o término das investigações, conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal.

Em depoimento à Polícia Civil do Maranhão, o presidiário disse ter recebido promessas de libertação e remuneração em dinheiro para participar da farsa contra Dino, adversário do grupo do senador José Sarney (PMDB-AP).

No vídeo, gravado na sala da direção da CCPJ com as presenças de Araújo e Aguiar, Caldas acusa Dino de envolvimento com a facção criminosa Bonde dos 40, suspeita de ter assaltado um carro-forte no campus da Universidade Federal do Maranhão (Ufema), em fevereiro.

Divulgação. As imagens foram postadas em uma rede social e reproduzidas pela TV Difusora, de propriedade do candidato ao governo do Maranhão pelo PMDB, o senador Edison Lobão Filho, e publicado no jornal Estado do Maranhão, pertencente à família Sarney, que apoia a candidatura de Lobão Filho.

No depoimento, Caldas afirma ter mentido sobre a participação de Flávio Dino. Segundo o Ibope, o candidato do PC do B lidera a disputa pelo governo maranhense com 42% das intenções de voto, ante 30% de Lobão Filho. Na quinta-feira, Dino enviou um aliado a Brasília para pedir proteção policial e a presença de tropas federais em São Luís no dia da eleição.

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