Dirigente afirma que Rose teve 'participação secundária'

O secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), disse ontem durante reunião do diretório nacional do partido que Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, teve um papel "absolutamente secundário" no esquema de venda de pareceres desbaratado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Rosemary foi indiciada por corrupção e tráfico de influência na ação da PF.

RICARDO BRITO / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2012 | 02h03

"Está muito nítido, com o que se tem até então, que a própria Rosemary tem papel absolutamente secundário", afirmou Vargas. A operação da PF, segundo ele, não foi tratada no encontro. Ele disse ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode ser responsável pelo que Rosemary fez. Foi o ex-presidente quem a indicou para o cargo quando ainda estava no Palácio do Planalto - ela foi mantida durante a gestão Dilma Rousseff.

Surpresa. "Nenhum homem público pode, nem pessoa que está na atividade pública, é responsável pelo que faz o seu assessor no exercício do mandato, muito menos um ex-assessor", disse o secretário do PT.

Segundo ele, Rosemary Noronha, ao contrário do que chegou a ser noticiado, não pediu proteção ao partido.

Vargas comentou ainda a afirmação do ex-presidente Lula, que, em viagem a Berlim, disse ontem não ter ficado "surpreso" com a operação que envolveu uma ex-auxiliar dele. Segundo o deputado, Lula não se surpreendeu porque a "Polícia Federal trabalha".

"Se tiver alguém cometendo equívoco, ou será a Polícia Federal, ou será o Ministério Público (que vai investigar)." Para Vargas, a PF não é seletiva, e investigou, desde o governo Lula, PT, PMDB e PSDB.

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