Direção do PT mantém distância de condenados

Temendo a contaminação eleitoral do julgamento do mensalão nas eleições de 2014, a cúpula do PT optou por manter distância dos ex-dirigentes do partido que podem ser presos. Nenhum tipo de desagravo público foi articulado pela legenda.

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2013 | 02h10

"Não podemos entrar nessa polêmica agora. Não há espaço para isso", diz um integrante da executiva petista. O advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador jurídico do PT, foi um dos poucos porta-vozes escalados para criticar a decisão do STF de executar as penas imediatamente. "Joaquim Barbosa quer pavimentar seu caminho político."

A decisão de ignorar o mensalão foi criticada pelas correntes petistas minoritárias. "Acho equivocada a postura da direção do partido de virar a página. A acusação (do STF) não é contra pessoas, mas contra o PT", disse Markus Sokol, que disputou a eleição interna do partido pela corrente O Trabalho. "O PT deve protestar por essa decisão do STF, mas temos que respeitá-la", diz o deputado Paulo Teixeira (SP), secretário-geral do PT e integrante da tendência Mensagem ao Partido.

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