Direção do PT abre diálogo com candidato do PSB em Campinas

Presidente do partido, Edinho Silva esteve com Jonas Donizette; em SP, Haddad diz confiar na dobradinha dos partidos

O Estado de S.Paulo

27 de março de 2012 | 07h47

A direção do PT em São Paulo abriu ontem negociações com o pré-candidato do PSB à Prefeitura de Campinas, Jonas Donizette. O diálogo ocorreu um dia após o ex-presidente Lula reunir-se com o presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE). Donizette recebeu o presidente do PT no Estado, Edinho Silva, para a primeira conversa.

Campinas tornou-se a cidade-chave para definir também um acordo com o PSB na capital paulista, tanto que petistas e tucanos fazem acenos a Donizette.

No encontro com Lula no domingo, Eduardo Campos pediu um tempo ao PT para avaliar os impactos e dividendos eleitorais de uma aliança em São Paulo, mas prometeu que não estará ao lado de José Serra (PSDB).

"Conheço o Eduardo Campos e à frente do Ministério da Educação. É um governador que admiro e que tem uma trajetória de coerência. Confiamos nesta parceria, que é estratégica", disse o pré-candidato do PT em São Paulo, Fernando Haddad. Segundo ele, PSB e PT têm "todas as condições" de estarem juntos.

O presidente do PSB na capital, Eliseu Gabriel, afirmou ontem que não há nenhuma definição sobre a aliança. "Os diretórios municipal, estadual e nacional do PSB ainda vão se reunir para discutir o que é melhor para o futuro do partido", afirmou. Ele disse que ainda aguarda orientações de Eduardo Campos.

Planilha de alianças. Segundo o governador, na reunião com Lula foi debatido um levantamento inicial sobre onde os dois partidos - PSB e PT - podem se coligar. "Apresentamos lugares onde seria possível o PT nos apoiar e eles levantaram as prioridades para eles: São Paulo e Recife", disse o governador à Rádio Jornal, de Pernambuco, ontem. "Em Recife e Fortaleza, governados pelo PSB, nossa posição e de Cid (Gomes, governador) é pela manutenção da aliança", observou. No Recife, Lula pediu apoio à candidatura do deputado Maurício Rands, já que o prefeito João da Costa (PT) não consegue apoios necessários à sua reeleição nem entre petistas. / FELIPE FRAZÃO, DAIENE CARDOSO e ANGELA LACERDA

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