Líder do PT afirma que apoio é de '100%'

Segundo Wellington Dias, partido de Dilma está comprometido com a eleição de Renan para comandar o Senado

DÉBORA BERGAMASCO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2013 | 02h07

Com o aval do Planalto, o PT se mantém fielmente abraçado à candidatura de Renan Calheiros pela Presidência do Senado. O partido se mantém indiferente à denúncia da Procuradoria-Geral da República, à mobilização de parte dos senadores por candidatos alternativos e às declarações contrárias dos governadores e futuros presidenciáveis Aécio Neves (PSDB-MG) e Eduardo Campos (PSB-PE). Segundo o futuro líder dos petistas na Casa, Wellington Dias (PI), "o PT está 100% 'fechado' com a decisão que o PMDB tomar, seja qual for o nome indicado". A eleição acontece nesta sexta-feira.

O PT age conforme orientações do Palácio do Planalto, que vê em Renan um candidato "fiel" aos interesses da presidente Dilma Rousseff e segue referendando o pacto PT-PMDB, que colocou o deputado Marco Maia (PT-RS) na presidência da Câmara na gestão passada, por exemplo. Além disso, esse pacto torna a chapa presidencial, composta pelos dois partidos, cada vez mais forte diante do enfrentamento, em 2014, com a oposição ou com eventuais dissidentes da base, como Eduardo Campos.

Para Dias, não há racha na legenda que justifique quebrar a tradição de eleger o parlamentar indicado pelo partido majoritário. Além disso, Dias também diz esperar uma contrapartida por seu apoio. "Assim como os apoiaremos, também esperamos ter respeitada a indicação do nosso candidato Jorge Viana (PT-AC) para a vice-presidência".

Esse é o mesmo discurso adotado pelo atual líder petista na Casa Walter Pinheiro (PT-BA): apoio incondicional às definições da legenda majoritária.

Após passar mais de um mês recluso para tentar evitar ataques a seu nome, Renan será anunciado oficialmente por seu partido amanhã, às 17h, como o postulante escolhido.

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