Dirceu diz que Marta errou e deveria pedir desculpas

Para ex-ministro da Casa Civil e réu no mensalão, é correto focar a vida política, mas não vida pessoal

Elizabeth Lopes, da Agência Estado

14 de outubro de 2008 | 13h33

O ex-ministro e deputado cassado José Dirceu criticou nesta terça-feira, 14, em seu blog, a estratégia utilizada neste segundo turno pela campanha da correligionária  Marta Suplicy  (PT), que veiculou propaganda com questionamentos sobre a vida pessoal do prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM). "Não há mais nenhuma dúvida de que foi um erro que precisa ser imediatamente corrigido", disse o ex-ministro em seu blog.   Veja também: Lula reprova comportamento de Marta em ataques a Kassab Enquete: estado civil do candidato interfere no voto? Blog: Leia os principais momentos do debate na Bandeirantes  Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo  'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Confira o resultado eleitoral nas capitais do País As principais promessas dos candidatos   Para José Dirceu, é correto focar a vida política do prefeito, mas não sua vida pessoal. E defendeu que a campanha da petista faça um mea-culpa: "Como diz o ditado popular, um erro, por mais desgraçado que seja, não justifica outro. Portanto, temos que pedir desculpas, refazer a peça de campanha retirando essa parte, e principalmente tocar a campanha."   O ex-ministro disse também que é "ruim e um prejuízo para o eleitor e para toda a sociedade deixar que o debate político que a campanha da Marta levantou se transforme num único debate, esse relativo ao erro de invadir indevidamente a vida privada dele". E disse que a campanha neste segundo turno deveria se centrar, daqui por diante, no debate político e no questionamento que Marta já vem fazendo, sobre o passado político de Kassab e suas companhias.   Ainda no blog, Dirceu classifica de "hipócritas" os que hoje questionam a candidata do PT, citando setores da mídia, além do PSDB, DEM e PPS, dizendo que eles não têm autoridade política ou ética para tanto. "São os mesmos que usaram e abusaram da invasão da vida privada e da privacidade. Cansaram de cantar em prosa e verso que vida privada de político é publica. Eu mesmo fui vítima disso todos esses anos", reitera.

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