Dirceu diz que 'estava marcado para morrer'

Os petistas José Dirceu e José Genoino participaram ontem, pelo segundo dia consecutivo, de ato de desagravo contra as penas impostas a eles pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão. Na sexta-feira, os dois compareceram a uma plenária em Osasco, na Grande São Paulo, organizada pelo deputado João Paulo Cunha, também condenado no processo.

O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2012 | 02h04

Ontem, Dirceu voltou a defender a tese de que houve julgamento político. Disse que o STF já condenara antes mesmo de julgar o caso. "Estava marcado para morrer. Só não fui fuzilado porque no Brasil não tem pena de morte."

O ex-chefe da Casa Civil afirmou ainda que, embora não concorde com as decisões do tribunal, cumprirá a pena de mais de dez anos de prisão imposta pelos ministros da Corte.

Genoino adotou discurso semelhante. "Eu lutei pela democracia e essa luta me ensinou a respeitar as instituições. Por isso, serei obrigado a cumprir as decisões do STF, mas essa mesma democracia me permite discutir essas decisões", afirmou o ex-presidente do PT.

Organizado por uma ala mais radical do PT, o evento de ontem foi marcado por duras críticas ao STF como instituição. Um dos representantes do movimento chegou a afirmar que os ministros da Corte fizeram papel de "algozes" e não de juízes durante o julgamento do mensalão. / ISADORA PERON

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