Dilma vê 'política vilipendiada' e exalta Congresso

Em mensagem ao Legislativo, presidente afirma que Parlamento é 'parceiro crítico e colaborativo'

TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2013 | 02h05

A presidente Dilma Rousseff encaminhou ontem mensagem ao Congresso, na abertura do ano legislativo, com elogios ao Senado e à Câmara dos Deputados, que elegeram novos presidentes - respectivamente os peemedebistas Renan Calheiros (AL) e Henrique Eduardo Alves (RN), ambos alvos de denúncias. Na mensagem, Dilma saiu em defesa da atividade política, que considerou estar sendo "vilipendiada".

"Nesse momento em que a atividade política é tão vilipendiada, faço questão de registrar nesta mensagem o meu sincero reconhecimento ao imprescindível papel do Congresso Nacional na construção de um Brasil mais democrático, justo e soberano", disse a presidente. A mensagem foi levada ao Congresso pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que antes havia participado da visita de Dilma a Cascavel, no Paraná, e abandonou a agenda no Estado para estar presente na sessão de reabertura do Legislativo.

A presidente, na mensagem, fez um longo balanço dos dois anos de seu governo e falou dos planos para 2013. "No ano que passou, o Executivo Federal encontrou, no Congresso Nacional, um parceiro crítico e, ao mesmo tempo, colaborativo, para suas propostas de forma a enfrentar os desafios ao fortalecimento do processo de desenvolvimento brasileiro", disse. "Essa parceria, construída sobre a legitimidade conferida pelo voto popular, assegura que as ações governamentais sejam, além de tecnicamente sólidas, fortalecidas pela vontade política plasmada em mandatos representativos."

Ela emendou: "sem tal vontade, a razão técnica não tem direção e propósito. Os que viveram sob regimes autoritários sabem muito bem dos perigos da dissociação entre técnica e política".

A presidente disse ainda que espera que, "por meio do debate democrático com o Congresso", o País possa avançar "em temas sensíveis e necessários" neste ano. "A continuidade das mudanças em nosso sistema tributário; o debate em torno das novas regras do Fundo de Participação dos Estados; o aprimoramento de marcos regulatórios e a urgente questão do financiamento da educação, seja no âmbito do Plano Nacional de Educação, seja na proposta de destinação dos royalties do petróleo. Interessa ainda ao Poder Executivo construir consensos que permitam evoluir no encaminhamento da tão necessária reforma política", listou Dilma.

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