Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Dilma vai ao Rio para reunir aliados e conter ‘Aezão’

Presidente participa de jantar com Pezão e prefeitos em resposta a tucano e tenta amenizar mal-estar dos outros candidatos da base

Wilson Tosta, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2014 | 19h56

Atualizado às 22h40 - Rio -Em resposta ao movimento de apoio de parte do PMDB fluminense ao candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Aécio Neves, apoiadores da presidente Dilma Rousseff no Rio promoveram nesta quinta-feira, 24, um jantar em uma churrascaria de São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ao mesmo tempo, a cúpula do PT tenta amenizar o mal-estar com o diretório do partido no Estado, enciumado com a deferência ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) em detrimento do candidato da legenda, Lindbergh Farias.

O comando da campanha de Dilma contava com a adesão de 60 dos 92 prefeitos do Rio, conforme informação que os petistas atribuíam ao próprio Pezão. A maioria desses chefes de Executivos municipais seria do PMDB – os principais dirigentes da sigla, como o presidente do diretório estadual, Jorge Picciani, deram início ao “Aezão”, que prega o voto em Aécio e Pezão. Por isso, o ato de resposta a essa dobradinha foi batizado de “Dilmão”, fusão dos nomes da presidente e do governador.

O jantar contava com cerca de 300 convidados, número suficiente para lotar a churrascaria, mas inferior às 1.600 pessoas reunidas no ato do “Aezão”. Além de quadros do PMDB fluminense, o vice-presidente Michel Temer participou do evento e chegou pouco antes das 20 horas, ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes. Dilma chegou meia hora depois.

“É bom esclarecer que este evento é organizado pela campanha do governador Pezão”, afirmou o coordenador da campanha de Dilma no Estado, o vice-prefeito do Rio, Adilson Pires (PT). Paes, que declara apoio à reeleição da presidente, também foi um dos organizadores do jantar.

Panos quentes. Embora simbólico para a campanha de Dilma no Rio, o jantar provocou mal-estar na campanha de Lindbergh e desconfiança de dois outros candidatos a governador de partidos da base aliada – o ex-governador Anthony Garotinho (PR) e o senador Marcelo Crivella (PRB). Por isso, o presidente do PT, Rui Falcão, terá de conversar nesta sexta-feira, 25, com as quatro campanhas para tentar pôr panos quentes e evitar que desentendimentos prejudiquem Dilma.

Adilson Pires disse nesta quinta que sua proposta ao comitê da presidente era de que cada candidato a governador organizasse um evento com Dilma. Além disso, a presidente promoveria um ato de campanha no Rio sem nenhum concorrente ao governo estadual. O jantar com Pezão teria sido escolhido primeiro por ser uma reunião com prefeitos e políticos, mais rápida para ser organizada. Os encontros propostos com os demais são públicos, cuja articulação leva mais tempo. “Estive com Lindbergh no mesmo dia em que a proposta foi apresentada”, disse Pires. Um dos organizadores do jantar e prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso disse que, dos prefeitos das dez maiores cidades do Rio, nove apoiariam Dilma. Essas cidades somam 60% do eleitorado fluminense.

 

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