Dilma tem de responder pelos atos 'igual a um homem', diz tucana

Deputada estadual Terezinha Nunes liderou o movimento 'Todas com Aécio', no Recife, e rebateu pesquisa mostrando de que eleitores condenam agressividade de tucano na campanha

Clarissa Thomé, O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2014 | 18h50

Recife - Centenas de pessoas se reúnem na Praça do Marco Zero, no Recife (PE), em evento de apoio à candidatura de Aécio Neves à presidência, nesta quarta feira, 22. O ato, batizado de "Vem Pra Rua", ocorre um dia depois de grande evento de campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) na cidade, com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Dilma e Aécio disputam os votos de Marina Silva (PSB) no Estado onde foi a mais bem colocada no primeiro turno, com 48% dos votos. Dilma teve 44% e Aécio, 5%.

A manifestação começou com caminhada do movimento Todas com Aécio, liderado pela deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB), que não se reelegeu. Cerca de 2 mil mulheres,  segundo a organização, saíram da Praça Maciel Pinheiro e caminharam pelas ruas centrais em direção ao Marco Zero.

"Quando o PT foi agressivo com Marina e ela chorou, disseram que era coitadinha. Agora estão reclamando que Aécio foi agressivo com Dilma. Dilma não é coitadinha. Uma mulher que chega à presidência da República tem que responder pelos seus atos igual a homem", disse a deputada. 

A fala ocorre após a pesquisa Datafolha, divulgada nesta quarta-feira, mostrar que 71% dos eleitores condenam a agressividade nas eleições e que destes, 36% consideram que Aécio está sendo mais agressivo que a presidente no 2º turno. 24% consideraram a petista mais agressiva.

Convocação. O ato "Vem Pra Rua" marcado para esta quarta-feira foi organizado nas redes sociais e, apesar de a campanha do PSDB alegar que o ato não tem líderes, vários tucanos divulgaram vídeos convocando a população para participar do movimento e pedindo voto para o candidato do PSDB, Aécio Neves. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chegou a pedir para a população se juntar "contra essa podridão que está havendo no Brasil".

O estudante de engenharia João Campos, filho de Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em agosto, também postou em seu perfil no Facebook na terça um vídeo convocando os jovens que participaram da onda de protestos iniciada em junho de 2013 a votarem em Aécio.

"Se engajem e participem da campanha do futuro presidente Aécio Neves nesta reta final. Principalmente você que é jovem, que foi às ruas no ano passado. Agora chegou a hora de escolher o caminho da mudança. Eu sou brasileiro. Eu sou Aécio 45", diz o rapaz, que veste camisa amarela estampada com a frase "Não vamos desistir do Brasil", lema repetido por Eduardo Campos.

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