Dilma tem 40%, Marina 27% e Aécio 18%, aponta pesquisa

Dilma tem 40%, Marina 27% e Aécio 18%, aponta pesquisa

Levantamento divulgado nesta sexta mostra ainda que a presidente está na frente da ex-ministra, mas diferença continua dentro da margem de erro

Daniel Bramatti, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2014 | 19h21


Atualizada às 22h40

São Paulo - Candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff abriu 13 pontos porcentuais de vantagem sobre Marina Silva (PSB), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira. A petista também recuperou a condição de favorita no 2.º turno, ao aparecer à frente da adversária, embora ainda no limite da margem de erro.

Dilma tem, a menos de dez dias da eleição, 40% das intenções de voto. Na pesquisa anterior do instituto, na semana passada, ela aparecia com 37%. Já Marina, no mesmo período, passou de 30% para 27%. A distância entre as duas quase dobrou.

Outra má notícia para Marina é o aumento de sua taxa de rejeição, de 18% para 23%. No caso da presidente, a taxa oscilou para baixo, de 33% para 31%.

O tucano Aécio Neves (PSDB), que ficaria de fora do 2.º turno se a eleição fosse realizada hoje, apenas oscilou de 17% para 18%. Ele está nove pontos porcentuais atrás de Marina – o que equivale a cerca de 10,5 milhões de votos, levando-se em conta o tamanho do eleitorado em 2014 e as taxas históricas de abstenção apresentadas em cada Estado.

Na projeção de 2.º turno com um confronto direto entre Dilma e Marina, a presidente apareceu numericamente à frente pela primeira vez desde o acidente aéreo que matou o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, cabeça da chapa presidencial do PSB até o dia 13 de agosto. Hoje, a candidata do PT teria 47%, e Marina, 43%.

Probabilidade. Na semana anterior, o placar do 2.º turno estava invertido: 47% das intenções de voto para Marina e 43% para Dilma. A série histórica mostra que a presidente está em trajetória ascendente desde o final de agosto, quando marcou 40% e ficou dez pontos atrás de Marina na simulação de 2.º turno.

As duas concorrentes ainda estão em situação de empate técnico porque a margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. Ou seja, em seu limite inferior, a petista poderia ter 45%, mesmo porcentual que o limite superior de Marina. Mas, quando o empate se dá no limite da margem de erro, a probabilidade maior é a de que o candidato à frente tenha, de fato, mais eleitores.

O Datafolha também apresentou, pela primeira vez, seus resultados em porcentuais de votos válidos – quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos. Nesse caso, no 1.º turno, a presidente fica com 45%, Marina, com 31%, e Aécio, com 21%.

Quadro. A última pesquisa nacional do Ibope, divulgada na terça-feira, havia mostrado a ampliação da vantagem da presidente em relação à adversária principal de seis para nove pontos porcentuais. O mesmo instituto divulgou levantamentos estaduais que apontavam encolhimento do eleitorado de Marina nos maiores colégios eleitorais.

Reportagem publicada nesta sexta-feira pelo Estado mostrou que a candidata do PSB havia caído ou oscilado negativamente nos oito Estados com mais eleitores, a começar por São Paulo (seis pontos porcentuais a menos). Nesses oito Estado estão quase 70% dos brasileiros aptos a votar.

No Datafolha, Marina aparece em tendência de queda desde o começo de setembro – na época, ela tinha 34% das preferências, mesmo porcentual da candidata petista.

A retração da candidata do PSB ocorreu em meio a uma onda de ataques dos adversários, principalmente do PT, que levou à propaganda eleitoral diversas peças relacionando Marina a banqueiros e a uma suposta mudança na política econômica que prejudicaria os mais pobres. Além disso, Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusaram a adversária de desconsiderar a importância do pré-sal, reserva de petróleo descoberta pela Petrobrás cuja exploração é uma das prioridades da estatal.

A fragilidade da aliança em torno de Marina, que reúne partidos de pequena expressão no Congresso, foi atacada não só por Dilma, mas também por Aécio. O tucano tem subido o tom contra Marina porque, se não houver alteração no quadro, o PSDB terá seu pior resultado das últimas cinco eleições presidenciais. Desde 1994, o partido nunca deixou de protagonizar com o PT uma disputa pelo Palácio do Planalto.

O Datafolha ouviu 11.474 eleitores em 402 municípios nos dias 25 e 26 de setembro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00782/2014. 


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