Dilma 'subdimensiona' PMDB, diz cúpula da sigla

Valdir Raupp, presidente do partido, manda recado ao Planalto no momento em que reforma ministerial está na mesa, mas diz que não exigirá pastas

GUSTAVO URIBE / AGÊNCIA ESTADO, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2012 | 03h06

No momento em que a presidente Dilma Rousseff tenta conciliar interesses de seus aliados ao definir trocas nos ministérios, o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afirmou que a o partido, braço direito da petista na coalizão, está "claramente subdimensionado" no governo federal.

Apesar do recado, o peemedebista negou que a sigla vai reivindicar mais espaço na Esplanada na reforma ministerial prevista para o começo deste ano.

Segundo Raupp, a presidente Dilma Rousseff já teve uma conversa sobre eventuais mudanças nos ministérios com o vice-presidente Michel Temer. "O PMDB está claramente subdimensionado, mas nem por isso nós vamos ficar cobrando da presidente um espaço maior", afirmou. "Essa é uma decisão exclusiva da presidente. Se ela entender que o PMDB está subdimensionado no governo federal, e quiser abrir mais espaço, ela chamará as lideranças do partido para conversar", acrescentou.

Nova conversa entre Dilma e Temer ainda deverá ocorrer antes da reforma ministerial, informou o presidente do partido. "O PMDB não vai reivindicar absolutamente nada, nem troca de ministérios, nem mais ministérios."

Conforme revelou o Estado na edição de ontem, a presidente tem encontrado nos últimos dias dificuldades para definir nomes e realizar a reforma ministerial, que deve ser transferida para o início de fevereiro. A expectativa do Palácio do Planalto é de que sejam trocados de cinco a oito ministros, evitando provocar atritos entre os partidos da base aliada do governo federal.

Raupp disse que ainda não conversou sobre uma eventual saída do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, nem com o governo nem com o titular da pasta, que á alvo de uma sucessão de denúncias sobre uso político e direcionamento de verbas da pasta para Pernambuco e seu reduto eleitoral, Petrolina.

Raupp lembrou, contudo, que o ministro poderá deixar o cargo para se candidatar à Prefeitura de Recife. "Acredito que ele já ia sair na reforma, até porque ia ser candidato à prefeito", disse. "É uma questão de dias, não pelos recentes episódios, mas por conta da eleição." No entanto, nos últimos dias, o ministro negou que seja candidato e deu sinais à presidente de que abre mão da candidatura para ficar no cargo.

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