Dilma segue modelo de discurso de Lula em TO

Ministra chamou os convidados da festa de 'companheiros' em vez de 'senhores', como costumava dizer

LEONÊNCIO NOSSA, Agencia Estado

05 de fevereiro de 2009 | 16h35

Ao participar da inauguração de uma hidrelétrica no Rio Tocantins, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, seguiu à risca as receitas de discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em sua fala, ela lembrou o apagão elétrico no governo Fernando Henrique Cardoso, chamou os convidados da festa de "companheiros" e "companheiras" em vez de "senhores" e "senhoras", como costumava dizer, e reclamou, sem citar nomes, das análises e críticas dos adversários.No palco, Lula e sua candidata para a disputa de 2010 trocaram olhares e conversaram por longo tempo ao pé do ouvido. "Enfrentamos uma insegurança no abastecimento de energia elétrica, que prejudicava a vida de todos nós, que foi o apagão de 2001", disse a ministra, repetindo um tradicional discurso do presidente de crítica ao governo FHC.Dilma afirmou que o atual governo definiu como diretrizes do setor de energia a redução do preço das tarifas, a segurança no abastecimento, a competição entre as empresas e a definição de um novo marco regulatório. "Foi esse modelo que viabilizou a construção da usina de São Salvador", afirmou. "Antes, se licitava energia sem licença prévia, por exemplo, era papel puro", disse.Construída em 32 meses e prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a usina foi inaugurada um ano antes do previsto. Dilma, coordenadora do PAC, aproveitou para ressaltar a antecipação do término da obra. "O PAC fez com que São Salvador saísse do papel", disse. "Nós fornecemos crédito de 20 anos, taxa de juros adequada e prazo de carência."GeddelQuem também acompanhou Lula na viagem a Tocantins foi o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que nesta semana se colocou como um dos nomes do PMDB para compor como vice a chapa de Dilma à Presidência. Questionado se os dois poderiam compor uma chapa, Lula desconversou. "Primeiro, não sou eu que escolho. Segundo, não é o momento de escolher", afirmou. "Quando chegar o momento certo eu terei imenso prazer em dizer." Ainda hoje, Dilma e Geddel estarão em Salgueiro, no semi-árido pernambucano, para visitar canteiro de obras do projeto de transposição do Rio São Francisco.

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