Dilma reclama de aspectos agressivos da eleição presidencial

Petista afirma que corrida pelo Palácio do Planalto é 'o mais conflituoso dos últimos anos'

Carla Araújo e Luiz Guilherme Gerbelli, O Estado de S. Paulo

20 de outubro de 2014 | 22h05

A candidata à reeleição do PT à Presidência, Dilma Rousseff , afirmou nesta segunda-feira que, nos últimos anos, nenhuma eleição teve aspectos tão agressivos como a atual. "Talvez essa eleição seja a mais conflituosa dos últimos anos. Nunca uma eleição teve aspectos tão agressivos como esta", afirmou Dilma. "A agressividade dela (da campanha) começa com uma tentativa sistemática de pregar inverdades, informações parciais pelo Brasil afora", disse.

Dilma participou na noite de hoje de um comício em Itaquera, zona leste de São Paulo, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio da Silva e de outras lideranças do PT, como o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Foi o primeiro ato de campanha neste segundo turno ao lado de Lula. No encontro, a candidata do PT recebeu o apoio de diversos movimentos populares.

Durante o discurso, Dilma também disse que "enfrenta uma verdadeira guerra de comunicação" nessa campanha e voltou a questionar a paternidade do Bolsa Família. "Eles (tucanos) foram contra o Bolsa Família, chamaram de bolsa esmola. Aquilo que eles falam que é a origem do Bolsa Família não passa de um programa pequenininho feito para poucos." segundo Dilma, o que eles gastavam no programa é o equivalente ao que o governo petista gasta no programa em dois meses. "Eles são elitistas, não olham para o povo. Eles fazem até os programas sociais para muito poucos", afirmou.

A presidente voltou a dizer que quando os tucanos tiveram oportunidades para criar programas sociais ou voltados pela educação eles não fizeram. Ela citou novamente a criação de escolas técnicas. "Eles construíram 11 e o Lula e eu construímos 422", reafirmou.

A petista também se comprometeu a lutar contra o preconceito com a juventude negra e contra a violência contra a mulher. Defendeu ainda a criminalização da homofobia. "Esse país tem uma tradição de fraternidade. Não podemos aceitar manifestações de preconceito e discriminação contra quem quer que seja."

Dilma disse ainda que ainda que vai continuar batalhando para um plebiscito pela reforma política e afirmou que o País tem que ter dois fundamentos morais: "igualdade de oportunidades e combate sem trégua a corrupção". Ao pedir votos, a petista disse que no dia 26 vai vencer a "guerra do bem, das boas intenções e do governo justo". 

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