Dilma participará de comícios em três capitais no segundo turno

Presidente vai a Manaus, Salvador e São Paulo; na capita paulista, a data do evento foi mudada de sexta para sábado para não coincidir com último capítulo da novela

João Domingos e Lisandra Paraguassu, de O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2012 | 08h19

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff vai reforçar as campanhas para o segundo turno dos petistas Fernando Haddad, em São Paulo, e Nelson Pelegrino, em Salvador (BA), além de subir no palanque de Vanessa Grazziotin, candidata do PC do B à Prefeitura de Manaus (AM). A princípio programado para sexta-feira, 19, o comício de Haddad foi transferido para sábado, 20, a pedido do PT paulistano, segundo informou o Palácio do Planalto. A mudança ocorreu para evitar o esvaziamento, já que o comício coincidiria com o último capítulo da novela Avenida Brasil, da TV Globo.

 

Em compensação, os eleitores de Salvador que quiserem ver Dilma dando apoio a Pelegrino vão perder o final da novela ou esperar para assistir à reprise do folhetim no sábado, pois a visita da presidente à capital baiana teve de ser antecipada para o dia 19. Pelegrino disputa o segundo turno com Antonio Carlos Magalhães Neto, do DEM.

 

Já o comício de Manaus, no qual Dilma tentará ajudar a senadora Vanessa Grazziotin na briga com o candidato do PSDB, Arthur Virgílio, foi marcado para a próxima segunda-feira. Apesar dos apelos, a presidente não irá a Fortaleza (CE), onde há confronto direto entre o PT e o PSB do governador do Ceará, Cid Gomes.

 

Dilma gravou, no fim de semana, mensagens de apoio a candidatos do PT e aliados, que serão exibidas na propaganda eleitoral. Os ministros Alexandre Padilha (Saúde), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) também fizeram gravações nos últimos dias.

 

Reforma ministerial. Além de ter batido o martelo sobre sua participação nos comícios em São Paulo - onde esteve no primeiro turno para pedir votos em Haddad -, Salvador e Manaus, Dilma reuniu nessa segunda-feira, 15, seis ministros do PT, no Palácio da Alvorada. De acordo com informação de um dos participantes, a presidente avisou a eles que poderá necessitar de alguns ajustes na equipe, logo após a eleição, para acomodar representantes de partidos que passaram a fazer parte da aliança de candidatos petistas no segundo turno.

 

As principais apostas são de que Dilma abrirá uma vaga no ministério para o deputado Gabriel Chalita, candidato derrotado do PMDB que fechou apoio a Haddad. Chalita poderia entrar na vaga de Aloizio Mercadante no Ministério da Educação. Nesse cenário, Mercadante seria removido para outra pasta.

 

Se isso ocorrer, Mercadante estará ocupando um terceiro ministério no governo de Dilma, pois primeiramente foi nomeado para Ciência e Tecnologia e só depois foi para a Educação.

 

De acordo com informações de bastidores, Mercadante gostaria de ir para a Casa Civil, hoje ocupada pela senadora licenciada Gleisi Hoffmann (PT). Gleisi é pré-candidata ao governo do Paraná, em 2014 e, fora do ministério, teria mais tempo para se dedicar à campanha, a partir do ano que vem. Mas, segundo assessores da presidente, ela não pretende aproveitar Mercadante na Casa Civil, pois estaria contente com o desempenho de Gleisi. Dilma avalia que o ministro da Educação pode não se adaptar às exigências de um chefe da Casa Civil, que deve aparecer o mínimo possível.

 

 

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