Dilma participa de ato em apoio a Maria do Rosário

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou ontem, durante discurso no comício da candidata à prefeitura da capital gaúcha Maria do Rosário (PT), que o governo Lula não faz diferença entre quem é o prefeito e o governador, porque o "dinheiro do País é da população e não do governo". Mesmo assim, "isso não significa que um prefeito seja igual ao outro", pois alguns "não têm a mesma prioridade que nós temos". Com a ausência do ministro da Justiça, Tarso Genro, que faltou ao comício por problemas de agenda - após ter participado dele no primeiro turno -, Dilma teve a companhia dos colegas de governo Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) e Edson Santos (Igualdade Racial) no palanque. Com uma camiseta em apoio ao candidato à presidência dos Estados Unidos pelo partido Democrata, Barack Obama, Santos disse que o País era governado "sob hegemonia liberal" quando o PT administrava Porto Alegre, que era o "contraponto". A candidata petista ganhou, no comício, o apoio da cúpula do PC do B, que levou a direção estadual e o presidente nacional da legenda, Renato Rabelo. O partido disputou o primeiro turno com Manuela D´Ávila (PC do B), que ficou em terceiro lugar com 15,35% dos votos válidos. Manuela, no entanto, alegou agenda prévia de campanha em São Luiz (MA) para apoiar o candidato Flávio Dino (PC do B) e não compareceu ao ato de Rosário. Nos discursos, Rosário e os líderes petistas procuraram desconsiderar as pesquisas, que apontam liderança do adversário José Fogaça (PMDB), citando erros anteriores dos levantamentos. "Se pesquisa ganhasse eleição, o Olívio (Dutra) não tinha sido eleito prefeito (de Porto Alegre) e governador", comparou o ministro do Desenvolvimento Agrário. Na mesma linha, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que teria que entregar o título de senador há seis anos, de acordo com as pesquisas.

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