Dilma nega interferência em eleições no Congresso

Diante das cobranças da base aliada em relação às movimentações da presidente Dilma Rousseff, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) procurou os partidos para dizer que o Executivo não fará nenhuma intervenção na eleição para as presidências da Câmara e do Senado.

JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2012 | 03h07

No Congresso, houve temor, por parte de alguns líderes, de que Dilma interferisse para tentar impor candidatos mais próximos a ela.

No Senado, o nome em gestação para substituir o presidente José Sarney (PMDB-AP) seria o do ministro Edison Lobão (Minas e Energia). Na Câmara, Dilma estaria preparando a candidatura do ministro Mendes Ribeiro (Agricultura). A ideia, de acordo com informações de bastidores, seria garantir que o comando das duas Casas ficasse sob os cuidados de políticos aliados da presidente nos dois últimos anos de seu mandato.

Ideli chegou a divulgar uma nota negando que o governo pretenda interferir na eleição das duas Casas, no ano que vem. Mendes Ribeiro disse que não tem intenção de brigar pela presidência da Câmara. Lobão não fez comentários sobre a possibilidade de ser ou não candidato.

Escaldado, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara e até agora o nome do partido para suceder o presidente Marco Maia, foi até Ideli Salvatti saber o que era verdade e o que era boato sobre a sucessão. Segundo ele, Ideli o tranquilizou.

Alves já está fechando alguns acordos para garantir votos em 2013. Um deles foi com o PTB, que lhe pediu ajuda para manter a presidência da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O governo tirou o petebista Evangevaldo Moreira da direção da estatal, envolvido em suspeitas de fraude em prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Goiás, e o substituiu por Rubens Rodrigues dos Santos. Este último também é filiado ao PTB de Goiás, afilhado político do líder do partido, Jovair Arantes. Henrique Alves deu apoio à indicação.

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