Dilma não comenta provocação de Aécio sobre pesquisa Ibope

Tucano, que cresceu quatro pontos percentuais no último levantamento Ibope, afirmou que acredita em uma 'onda de razão' no final da campanha

CARLA ARAÚJO E RICARDO GALHARDO, Estadão Conteúdo

17 de setembro de 2014 | 14h53

Campinas - A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff evitou comentar nesta quarta-feira, 17, as declarações do seu adversário Aécio Neves (PSDB), que disse na terça que acredita em uma "onda da razão" na reta final na campanha. "Acredito que durante a campanha se faz muito marketing. Não dou atenção para esse tipo de tentativa", disse em Campinas, antes de uma caminhada de campanha.


A presidente reafirmou ainda que tem por princípio não comentar pesquisas. "Eu não comento pesquisa, nem a minha, nem a dos outros", afirmou.


Aécio citou essa "onda da razão" após subir para 19% na pesquisa Ibope divulgada na terça. Segundo o levantamento contratado pelo Estado e pela Rede Globo, Dilma caiu de 39% para 36%, enquanto Marina oscilou de 31% para 30% e Aécio subiu de 15% para 19%.


Dilma participou de comício no centro da cidade, onde reafirmou que a verdade vencerá a mentira nessas eleições. "Tem muito ódio e mentira nessa eleição. "Quando vocês virem mentiras, respondam com a verdade", afirmou, para um grupo de militantes.


De acordo com Dilma, a verdade é "uma só": que o Brasil melhorou nos 12 anos de governos do PT. "Tem gente que só fala e não tem o que apresentar. Nós temos", disse, destacando projetos da administração federal, como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).


Acompanharam a presidente o coordenador estadual da campanha e prefeito de São Bernardo do Campo, no Grande ABC (SP), Luiz Marinho (PT), o presidente estadual do partido, Emídio de Souza, e o economista Márcio Pochmann. O candidato a governador Alexandre Padilha (PT) não compareceu e foi representado pelo candidato a vice-governador Nivaldo Santana (PC do B). Padilha dava uma entrevista ao telejornal SPTV 1ª Edição, na Rede Globo, na capital paulista.


Críticas. Coube a Marinho fazer as críticas mais diretas aos adversários de Dilma. Segundo ele, o que está em jogo nestas eleições é a visão de projetos diferentes para o Brasil. Marinho afirmou que uma das outras propostas de uma gestão que "conhecemos bem, é do governo do desemprego", referindo-se, indiretamente, ao candidato a presidente Aécio Neves (PSDB).


"A outra, que conhecemos de longa data, podemos dizer que de é uma amiga pessoal que se equivocou num período e abandonou o barco", afirmou, referindo-se à candidata Marina Silva (PSB). O coordenador estadual da campanha de Dilma e prefeito de São Bernardo do Campo citou as proposições de Marina de independência do Banco Central (BC) e "enfraquecimento" dos bancos públicos.


Segundo ele, esses projetos resultarão em desemprego. "(Ela) representa a visão dos banqueiros." Marinho disse ainda acreditar que "se fizermos a lição de casa, é possível resolver esta eleição no primeiro turno".

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