Dilma minimiza apoio a Aécio no 2º turno e diz que 'ninguém controla voto' do eleitor

Dilma minimiza apoio a Aécio no 2º turno e diz que 'ninguém controla voto' do eleitor

Em entrevista a rádios da Bahia, presidente também acusou tucanos de 'destilar o ódio' durante a campanha

Stefânia Akel, Agência Estado

09 de outubro de 2014 | 10h15

São Paulo - A presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, disse estar "extremamente tranquila" em relação aos apoios recebidos pelo seu adversário, Aécio Neves (PSDB), de outros partidos, e frisou que confia na população para comparar as duas propostas. "É importante o apoio dos partidos, mas em uma democracia ninguém controla os votos das pessoas", afirmou, em entrevista a uma cadeia de rádios da Bahia, na manhã desta quinta-feira, 9. "Eles vão olhar para a urna e pensar o que é bom para o País e o povo."

Nessa quarta, 8, PSB, PSC e PV anunciaram apoio ao tucano, enquanto a Rede Sustentabilidade e o PSOL liberaram o voto de seus eleitores e filiados. A decisão da ex-candidata Marina Silva (PSB) deve ser anunciada nesta quinta-feira, mas pode ser adiada.

Dilma criticou o PSDB, dizendo que discorda da discussão feita em "baixo nível, destilando ódio, que muitas vezes aparece". Ela acusou os tucanos de dizerem que os votos recebidos pelo PT são de pessoas ignorantes e disse que isso mostra preconceito e desconhecimento. "Eles estão fazendo uma oposição que é ridícula, entre Nordeste e Sudeste. Isso é mentira, porque ganhei do meu adversário em Minas Gerais, onde ele tinha seu berço político", ressaltou, acrescentando que "eles não dão importância ao povo".

A presidente reiterou a participação do governo no combate à crise internacional, repetindo que os salários não foram reduzidos, e acusou os tucanos de dizerem que o salário mínimo "cresceu demais". "É a velha história do conservadorismo no nosso País", disse. Dilma criticou ainda a proposta do seu adversário de aprimorar programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. "Por que não fizeram antes quando puderam? Tiveram oito anos para fazer. Escutamos eles dizerem que era Bolsa Esmola", afirmou.

Segundo Dilma, a classe média ascendente que existe hoje foi criada pelo PT. "Essa classe média que hoje tem outro padrão de vida, nós criamos", ressaltou. A presidente reiterou ainda sua proposta de aumentar a responsabilidade do governo federal em relação à segurança, com coordenação das polícias. "Antes do Lula, quando se falava em segurança pública, o governo federal lavava as mãos. Aprendemos com um exemplo extremamente positivo, que foi a Copa", disse.

Dilma aproveitou a entrevista para agradecer os votos recebidos na Bahia e ressaltar que o governador do Estado, Jaques Wagner (PT) será "peça muito importante" na reta final da campanha. "Nós temos um compromisso com a Bahia e com o Nordeste", garantiu.

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