André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Dilma mantém o terninho até na cozinha do Palácio da Alvorada

Presidente abre a casa para jornalistas do Estadão e revela que lugar que mais gosta na residência oficial é sua cama

Vera Rosa, Rafael Moraes Moura e Tânia Monteiro , O Estado de S. Paulo

09 de setembro de 2014 | 03h00

Dilma cozinha no Palácio da Alvorada, nas horas vagas, com terninho de presidente. “Apesar da incredulidade geral, faço muito bem aquele macarrão que ‘ocês’ viram no programa eleitoral de TV”, garantiu ela, com sotaque mineiro. “Acho que é genovês.”

Ao ser informada de que muitos não acreditavam que a presidente ia para o fogão de blazer, como apareceu na estreia do horário político, Dilma jurou de pé junto que era verdade. “Ué, mas é assim que eu cozinho, gente! Com aquela roupa”, disse a candidata do PT à reeleição, após participar da série Entrevistas Estadão, na biblioteca do Alvorada.

Descontraída, Dilma chegou a dar a receita do macarrão “genovês” - com uma gema de ovo e queijo Grana Padano - e também da linguiça apimentada, recheada com molho de tomate. Após a entrevista, a presidente levou os jornalistas do Estado para conhecer o Alvorada.

Cupim. Durante 40 minutos, Dilma percorreu salões com tapeçarias de Di Cavalcanti, abriu a sala de almoço pequeno e parou na varanda, diante da imensa piscina azul. Lamentou não poder mostrar o outro lado da residência oficial porque “estão passando lá um preparado para cupim que deu na madeira”.

Questionada sobre qual lugar gostava mais no Alvorada, ela respondeu de pronto: “A minha cama, que deito e descanso.” Dilma contou que dorme sete horas por dia: “Estou ‘véia’ já.”

De repente, a presidente apontou para um pinheiro perto da piscina. “‘Ocês’ vão ver agora uma coisa e vão me dizer se não é fantástico”, comentou. “Olhem aquele gavião ali postado, imperial. Todo dia ele fica lá.”

Spoiler. Dilma contou que está acompanhando pelo Netflix a terceira temporada de Downton Abbey. O seriado retrata uma família da aristocracia inglesa e a sua relação com os empregados.

Questionada se havia chorado com a morte trágica do protagonista, Dilma ficou surpresa. “Como ‘ocê’ me conta que o Mattew morreu?”, queixou-se. “Estou acabando o último episódio.”

Das entrevistas feitas pelo Estado com candidatos à Presidência, a de Dilma foi a que mais provocou reações nas redes sociais. “Dilma fala isso agora (sobre comparação de Marina a Jânio Quadros e Fernando Collor) porque ficou nítido que essas analogias eram descabidas”, disse o internauta João Camilo. Já Ana Tersariol deu razão a ela. “A questão da governabilidade é importante. É só a Marina que acha que não.”

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