Dilma exibe direito de resposta na propaganda de Pastor Everaldo

Após candidato do PSC falar em 'bando de ladrões' e 'roubalheira', Justiça Eleitoral concede tempo à coligação da campanha petista no horário eleitoral da TV e do rádio

José Roberto Castro e STEFÂNIA AKEL, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2014 | 14h42

Atualizado às 15h

São Paulo - A coligação Com a Força do Povo, liderada pelo PT, exibiu um direito de resposta na propagada eleitoral do candidato do PSC à Presidência, Pastor Everaldo, nesta quinta-feira, 25. A resposta foi solicitada após o candidato dizer em programas passados que o dinheiro do contribuinte é "roubado" por um "bando de ladrões" e se referiu ao escândalo do mensalão como o "começo da maior roubalheira da história".

O direito de resposta foi concedido no final da noite dessa quarta, 24, por unanimidade pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro relator, Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, apontou que o PSC "foi além" e não se limitou a tecer críticas de natureza política.

Além do minuto no rádio, a coligação teve direito a dois minutos na TV para responder. Nele, a campanha de Dilma disse repudiar as "ofensas" veiculadas pelo programa. "Ao invés de aproveitar o horário eleitoral para apresentar propostas, o candidato preferiu ofender todos os integrantes da coligação."

Dilma. O horário eleitoral da presidente Dilma Rousseff (PT) novamente não mencionou os adversários e apresentou obras em execução pelo governo federal, entre elas a construção da usina de Belo Monte, além de propostas para saúde. O PT centrou o programa em obras de geração de energia, como Belo Monte. Dilma ressaltou que a falta de capacidade para planejar "ficou no passado". "Quando falam que o Brasil está parado, eu até acho graça. A verdade é que o Brasil está se movimentando como nunca", disse.

O programa destacou o Sistema Interligado Nacional, que integra a geração de energia nas regiões do País, e afirmou que Dilma está realizando o maior conjunto de obras de infraestrutura "da história recente", citando também obras de mobilidade. O fim da propaganda do PT apresentou breves propostas para outras áreas, como saúde, segurança e educação.

Marina. A candidata do PSB, Marina Silva, abordou sua defesa da política climática e voltou a fazer críticas à gestão da Petrobrás. O PSB usou sua inserção para destacar o compromisso de sua candidata com o meio ambiente. "A política climática finalmente sairá do papel, irá para as ruas", disse Marina. "Para essas mudanças acontecerem, é preciso acabar com a má gestão." No rádio, ela usou uma frase recorrentemente usada por Aécio Neves (PSDB). "O Brasil da Dilma só existe na propaganda do PT" foi a frase que fechou uma série de críticas ao governo atual.

Aécio. Já o programa de Aécio Neves (PSDB) foi quase inteiramente dedicado a atacar o governo e praticamente ignorou Marina, que só foi citada ao final, novamente para ser associada ao PT. "Enquanto aqui as obras não terminam nunca, as obras que o PT faz fora do Brasil vão muito bem." O programa mostrou imagens da falta de modernização de portos brasileiros e ressaltou que, enquanto isso, Dilma investiu cerca de US$ 1 bilhão em um porto de Cuba.

"Esse vale-tudo que tomou conta do atual governo não pode mais continuar. Faltaram as pessoas corretas, faltou seriedade e capacidade para tomar as decisões certas. Quem tem as condições para encerrar esse ciclo do PT somos nós", frisou o tucano.

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