Dilma e Lula selam apoio do PT a Sarney

Em reunião sobre palanques regionais, senador garante acordo para o Maranhão

EDUARDO BRESCIANI , ERICH DECAT / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2013 | 02h10

Com a bênção da presidente Dilma Rousseff e de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, as cúpulas do PT e do PMDB fecharam ontem um acordo cujo objetivo é reduzir ao mínimo os problemas de palanques regionais nas eleições de 2014. O anúncio ocorreu após uma reunião de mais de quatro horas, na Granja do Torto, cujo principal vencedor teria sido o senador José Sarney (PMDB-AP). Ele conseguiu arrancar o apoio do PT à candidatura patrocinada por ele ao governo do Maranhão.

Uma ala do PT maranhense pregava o aval a Flávio Dino, candidato do PC do B à sucessão da governadora Roseana Sarney. O fato desagradava ao senador, cujos partidários chegaram a levantar a possibilidade de não apoiar a reeleição de Dilma.

Para evitar maiores danos, Dilma e Lula entraram em cena. O acordo também foi favorecido pela vitória, nas eleições do diretório do PT no Maranhão, do grupo petista que apoia a aliança com o candidato da família Sarney, Luís Fernando Silva.

Apelo. Em relação às negociações sobre o Estado do Rio, o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp, contou que o vice-presidente Michel Temer fez um apelo para que o PT não deixasse de apoiar o governo de Sérgio Cabral (PMDB), ao menos até março, três meses antes das convenções que definirão os candidatos.

O PT não pretende abrir mão da candidatura do senador Lindbergh Farias (RJ). Por sua vez, Cabral quer lançar o vice-governador, Luiz Fernando Pezão. Diante do impasse, os petistas pretendiam entregar os cargos que ocupam na administração de Cabral neste fim de semana, Adiaram a decisão, porém, a pedido de Lula.

Dilma e o ex-presidente reuniram-se ontem também com os dirigentes do PP, partido que tem divergências com os petistas em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Na conversa com o presidente da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), ficou acertado que, nos lugares onde não for possível resolver os impasses, o PT e o PP oferecerão os palanques para Dilma.

Marina. Os resultados da pesquisa Datafolha (leia mais ao lado), mostrando o crescimento de Dilma, foram comemorados na Granja do Torto. Segundo o levantamento, a presidente só não venceria a eleição de 2014 no primeiro turno se Marina Silva (PSB) aparecesse como candidata. Até agora, porém, tudo indica que ela será vice na chapa de Eduardo Campos (PSB). Na avaliação de Lula, o governador pernambucano arranjou "um problema" ao se unir a Marina, que possui maior densidade eleitoral do que ele.

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