Dilma é criticada por declaração sobre delegacias

Entidades de defesa dos direitos humanos repudiaram a declaração da presidente Dilma Rousseff de que não pode fazer nada para impedir a tortura nas delegacias do Brasil.

GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2012 | 03h00

"A declaração é inadmissível sob qualquer circunstância, mas vem revestida de ainda maior gravidade porque ocorre num momento especialmente sensível. O País enfrenta hoje um debate acalorado sobre o estabelecimento da Comissão da Verdade, que conta com o apoio da presidente, para esclarecer crimes praticados durante a ditadura militar, incluindo o crime de tortura", diz comunicado assinado por 11 entidades de defesa dos direitos humanos do Brasil.

Em palestra de Dilma na Universidade Harvard, nos EUA, anteontem, um estudante, Francisco Marquez, perguntou-lhe sua opinião sobre a prisioneira política venezuelana Maria Afiune. "Sempre defendo os direitos humanos. Agora, não vou responder a uma pergunta de que não sei todas as circunstâncias. Não posso ficar respondendo se não sei do que se trata, se não sei quem é. O Brasil tem um grande desrespeito pelos direitos humanos. Eu não tenho como impedir em todas as delegacias do Brasil de haver tortura. Sei do que acontece em Guantánamo", afirmou Dilma.

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