Dilma e Aécio votam e trocam críticas sobre agressões na campanha

Dilma e Aécio votam e trocam críticas sobre agressões na campanha

Acompanhada de correligionários em Porto Alegre, petista destaca 'tratamentos indevidos'; tucano diz que PT fez 'terrorismo' eleitoral

O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2014 | 11h32

Atualizado às 14h15

Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) votaram na manhã deste domingo, 26. A presidente foi a primeira a comparecer ao local de votação, às 8h40, em uma escola em Porto Alegre (RS). O tucano votou às 10h24, em um colégio da região central de Belo Horizonte (MG). Em entrevista a jornalistas, ambos trocaram acusações sobre os ataques promovidos pelas duas campanhas.

Antes de votar, Dilma fez novo apelo para que as pessoas votem e avaliou a campanha presidencial. A petista reconheceu ter havido momentos em que o "nível não foi tão alto", mas discordou que a campanha tenha sido excessivamente agressiva. Foi uma campanha também com alguns momentos lamentáveis, como formas de tratamento indevidas. (...) Foi uma campanha também com alguns momentos lamentáveis, como formas de tratamento indevidas", afirmou. A declaração foi uma referência indireta ao adversário, que em um dos debates usou o termo "leviana" ao rebater ataques da petista.

Dilma votou acompanhada do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, candidato à reeleição, além de outros petistas do Estado. Momentos depois, em seu perfil no Twitter, a presidente publicou foto feita pouco depois de votar. "Fizemos muito, faremos muito mais", escreveu. De Porto Alegre, a petista seguiu para Brasília, onde vai acompanhar a apuração. Por volta das 13 horas, ela desembarcou do helicóptero no Palácio do Alvorada, em companhia do neto, Gabriel.

Aécio Neves votou acompanhado da mulher Letícia Weber. A votação foi marcada por muito tumulto e empurra-empurra. Quando Aécio chegou, houve queima de fogos na região. O candidato deixou o colégio sem falar com os jornalistas. Em uma entrevista coletiva, Aécio criticou a campanha da adversária e afirmou que o PT protagonizou "a mais sórdida campanha jamais feita no País" e acusou a legenda de fazer "terrorismo" eleitoral para se "perpetuar no poder". "Com ofensas, calúnias e mentiras, protagonizada por um partido político que quer se manter no poder”, complementou.

O candidato também registrou o momento de sua chegada para votar em seu perfil no Twitter. Em uma das mensagens, ele escreveu que, se eleito, vai manter programas sociais e atuar pela "unificação do País", que, segundo ele, se dividiu entre sua candidatura e a da adversária.

Aécio continua neste domingo em Belo Horizonte para acompanhar a apuração dos votos ao lado de correligionários./Lisandra Paraguassu, Elizabeth Lopes e Pedro Venceslau, enviados especiais

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