Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Dilma diz que não muda direito a férias e 13º 'nem que a vaca tussa'

Presidente voltou a defender direitos trabalhistas em reunião com empresários em Campinas

Carla Araújo e Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

17 de setembro de 2014 | 15h17

Campinas - Em reunião com empresários da Associação Comercial de Campinas, a presidente Dilma Rousseff voltou a dizer que não muda direitos trabalhistas. "Mudanças na legislação não podem ser feitas extraindo direitos. Não se tira décimo terceiro, férias, horas extras, nem que a vaca tussa. Desculpe a expressão".

A presidente disse ainda que assumiu um compromisso de em novembro enviar a proposta para o Congresso que cria a "rampa" para empresários. "Eu assumi o compromisso de criar uma rampa de transição, um simples de transição". 

Dilma ressaltou ainda que a melhor reforma tributária já realizada foi a criação do Simples. "sempre lutamos por uma reforma tributária e a estamos fazendo com os micro e pequenos empresários", afirmou. 

Caminhada. Após a visita à entidade, a presidente realizou uma caminhada pelo centro de Campinas na qual voltou a afirmar que a verdade vencerá a mentira. "Quando vocês virem mentiras, respondam com a verdade", afirmou, para um grupo de militantes. De acordo com Dilma, a verdade é "uma só": que o Brasil melhorou nos 12 anos de governos do PT. "Tem gente que só fala e não tem o que apresentar. Nós temos", disse, destacando projetos da administração federal, como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Ao receber uma mensagem escrita por uma criança que estava na plateia, a presidente disse que ganhava um "bilhete do futuro". "É para eles e para elas que nós governamos este País." Um pouco antes da fala, Dilma fez uma pequena caminhada pelo centro da cidade e cumprimentou eleitores.

Acompanharam a presidente o coordenador estadual da campanha e prefeito de São Bernardo do Campo, no Grande ABC (SP), Luiz Marinho (PT), o presidente estadual do partido, Emídio de Souza, e o economista Márcio Pochmann. O candidato a governador Alexandre Padilha (PT) não compareceu e foi representado pelo candidato a vice-governador Nivaldo Santana (PC do B). Padilha dava uma entrevista ao telejornal SPTV 1ª Edição, na Rede Globo, na capital paulista.

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