Dilma diz que 'não está assustada' e que agora vai ter discussão 'a sério' com tucano

Presidente rebateu acusações de Aécio Neves (PSDB) e afirmou que vai mostrar dados do governo de Minas para 'tentar entender por que ele não foi eleito' no Estado

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

14 de outubro de 2014 | 19h46

 São Paulo - A presidente e candidata à Dilma Rousseff rebateu nesta noite, durante coletiva de imprensa, as declarações de seu oponente Aécio Neves (PSDB), de que o governo está "assustadíssimo em perder as eleições". "Não só não estou assustada, como também não estou nervosa, nem agrido nenhum repórter, não faço nada disso", disse, aproveitando para criticar o tucano, sem especificar que se referia a um vídeo, que tem circulado na internet, em que Aécio é ríspido com um repórter. 

Dilma rebateu ainda as acusações do tucano de que o PT estava colocando em prática uma campanha de mentiras, calúnias e difamações, como tem acusado Aécio. "Agora nós vamos ter uma discussão a sério e vamos cotejar não só o meu governo, mas o que o governo dele fez em Minas e tentar entender por que ele não foi eleito em Minas", disse. "Então, não adianta ele fazer uma vacina contra a realidade. Ele vai ter de explicar por exemplo por que, com choque de gestão e tudo, produziu a segunda dívida maior entre todos os Estados brasileiros. "

A presidente disse ainda que Aécio vai ter que explicar por que o governo mineiro teve de fazer um termo de ajustamento com o Tribunal de Contas do Estado de Minas. "Não sou eu que digo, está assinado. E esse termo de ajustamento de gestão diz respeito ao não investimento na área de saúde e educação em valores significativos. Na saúde, R$ 7,6 bilhões no período 2010-2013, e na área da educação, R$ 8 bilhões. E muitas outras 'cositas mas' ", afirmou.

Debate. Dilma afirmou estar bem preparada e tranquila para o debate desta noite, promovido pela TV Bandeirantes e disse que com apenas dois participantes a qualidade tende a melhorar. "Esse debate é melhor, né, porque ele fica mais igual. Não é sete mais contra um, ou seis contra um, nem lembro quantos eram. Aí é diferente a situação", afirmou.

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