Dilma diz que inflação está sob 'controle' e nega 'tarifaço'

Em entrevista a rádios da Bahia, presidente e candidata à reeleição volta a atacar pessimismo

José Roberto Castro, Agência Estado

31 de julho de 2014 | 10h26

São Paulo - A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira, 31, em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, que a inflação está "completamente" sob controle e repetiu que não haverá "tarifaço" no próximo ano.

Dilma ponderou que todo o ano no Brasil a inflação é mais elevada no primeiro semestre e menos no segundo semestre. Ela lembrou ainda que o índice pode variar 2 pontos porcentuais com relação ao centro da meta do governo, de 4,5% - o teto é de 6,5%. "Quero dizer que a inflação no Brasil está completamente sobre controle", afirmou.

A presidente negou que vá haver reajuste de tarifas, o chamado "tarifaço", em 2015. Em uma alusão ao slogan do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que dizia que "a esperança venceu o medo", Dilma disse que "a verdade vai vencer o pessimismo".

A exemplo de declarações recentes, Dilma criticou o pessimismo sobre a Copa do Mundo e afirmou haver "componente pré-eleitoral forte" com "o pessoal que defende o quanto pior melhor" tentando tirar proveito.

O pessimismo, na opinião de Dilma, permanece em outras áreas, como no setor de energia, que viveu expectativa de racionamento no final do ano passado. "O que se queria era criar uma crise de expectativa". Dilma disse ter feito "o dever de casa" no setor criando 20 mil megawatts em 4 anos. Em 8 anos do Fernando Henrique Cardoso, segundo a presidente, houve a criação de 21 mil megawatts. "Eu, com 4 anos, fiz 20. Ele, com 8, fez 21. Só podia dar racionamento", criticou.

Questionada sobre a reforma tributária, a presidente explicou as dificuldades na aprovação e falou de sua opção por fazer a reforma de maneira fatiada. "A reforma tributária diz respeito a quem ganha e a quem perde. Ela tem muita dificuldade de ser feita no todo", explicou. Segundo ela, todo mundo vai ganhar quando houver reforma justa.

Mudanças no sistema tributário foram prometidas pelos principais adversários da presidente nessa quarta-feira, 30, em sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Tanto o candidato do PSDB, Aécio Neves, e o candidato do PSB, Eduardo Campos, prometeram apresentar uma proposta de reforma ainda no primeiro ano de mandato se forem eleitos.

Sobre dívida pública, Dilma garantiu que o País tem uma das menores do mundo. "Nós temos hoje uma das menores dívidas públicas da história do País. Quando em 2002, o projeto que eu represento subiu ao governo, a dívida liquida em relação ao PIB era de 60%. Hoje é de 34,2%. A dívida líquida está absolutamente sobre controle".

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