Dilma diz que discute propostas e nega 'baixo nível' em campanha

Após críticas de Marina e Aécio aos ataques feitos pela propaganda petista, presidente afirma que compara programas de governo e ironiza adversária

CARLA ARAÚJO, Agência Estado

12 de setembro de 2014 | 00h53

Atualizado em 12.09

São Paulo - A presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), rebateu declarações de sua adversária Marina Silva (PSB), nesta quinta-feira, 11, de que ela tenha baixado o nível da campanha ao ampliar as críticas a adversária durante do programa eleitoral. "Na democracia você tem o direito e o dever de discutir posições, pensamentos e concepções. Está dentro do que se exige de qualquer candidato em um debate", disse durante sabatina promovida pela Rede TV e pelo portal IG.

"Estamos discutindo nossas propostas contra as propostas da Marina", afirmou a presidente. Segundo Dilma, em seu programa não há nenhuma acusação que não esteja no programa de governo da adversária. "Agora eu não sou responsável se ela tem uma opinião de dia e outra de noite", alfinetou.

Ao negar que tenha baixado o nível de campanha, Dilma disse ainda que "discutir o pré-sal é de altíssimo nível". Dilma voltou a criticar também a proposta de independência do Banco Central (BC) feita por Marina.

Questionada se na época que ambas estavam no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva elas tinham algum tipo de divergência, Dilma afirmou que "não concordava com tudo". "O que é normal. Nunca houve um embate ácido, mas houve divergências sim", afirmou. A petista deu como exemplo "a reação acentuada" de Marina nas questões de licenciamento de hidrelétricas. "É possível crescer, incluir, conservar e proteger o meio ambiente e nós mostramos que é possível", disse Dilma.

Dilma foi instigada pelos jornalistas a fazer uma declaração em uma palavra que definisse Marina: conservadora ou progressista? "Me permito não fazer esse tipo de discussão 'branco e preto', mas tem gradações de cinzento muito preocupantes", afirmou.

A presidente voltou a rebater ainda as declarações de Marina contra o PT e disse que "repudia" as acusações de que o partido não é confiável. "Essa manifestação é estranha. Uma pessoas que por 27 anos foi militante do PT e, além disso, deve todo os seus mandatos a esse partido", afirmou.

Em sabatina do jornal O Globo nesta quinta-feira, Marina atacou o PT e disse que não consegue "acreditar num partido que coloca por 12 anos um diretor para assaltar os cofres da Petrobrás", numa referência às denúncias de irregularidades contra a estatal. "Dos 12 anos aos quais ela (Marina) se refere, oito ela esteve no governo ou na bancada (do PT) do Senado Federal", disse a petista.

O candidato tucano Aécio Neves também criticou os ataques feitos a Marina e disse que não vai entrar "no vale-tudo para ganhar a eleição".

Eduardo Campos. Questionada se acredita que o então candidato pelo PSB Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo no dia 13 de agosto, teria aceitado propina como declarou o ex-diretor Paulo Roberto Costa, Dilma disse que "não pode fazer pré-julgamentos". Ela voltou a declarar que pediu as informações oficiais e para apurar as denúncias e punir os eventuais corruptos.


"No caso especifico do Campos, assim como eu fiz com servidores (pedir informações), eu acho que a coligação da Marina devia fazer em relação ao Eduardo", disse, ressaltando que é "muito grave" tomar alguma posição baseada em uma revista. "É muito estranho uma revista saber e eu a presidente, não sei."

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