Dilma diz não saber sobre indicação de Costa para ministério

Presidente desconversou sobre episódio envolvendo troca de mensagens entre ex-diretor e doleiro interceptadas pela PF

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

17 de outubro de 2014 | 14h38

Florianópolis - A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) disse não ter a menor ideia de quem teria indicado Paulo Roberto Costa para o Ministério das Cidades. O ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou em troca de mensagens com o doleiro Alberto Youssef, ter sido convidado para o cargo, mas recusado o convite. "Ele jamais foi ministro do meu governo; no meu governo sou eu que convido", afirmou, ao ser questionada por repórteres em breve coletiva de imprensa. "Ele não só não foi como deixou de ser diretor da Petrobrás e nunca foi pessoa de minha confiança".

Segurança. Em ato de campanha nesta sexta-feira, na capital de Santa Catarina, Estado que recentemente sofreu uma onda de atentados a veículos de transporte coletivo e casas de policiais, Dilma prometeu enviar proposta de emenda constitucional ao Congresso para aumentar as atribuições da União no combate à criminalidade e aumento da segurança pública no País. "Não podemos aceitar que o crime organizado, em vésperas de eleições, faça ameaças veladas em alguns Estados", afirmou, em breve entrevista coletiva. "Não podemos aceitar que governos estaduais fiquem sozinhos enfrentando organismos que não são locais, são nacionais".

Recepção. Ao chegar, a presidente Dilma Rousseff mostrou-se comovida pela recepção que teve de militantes de diversos partidos que apoiam sua reeleição. "Vocês tocaram meu coração e muito me conforta, mas de forma muito intensa, essa recepção", afirmou. A plateia ficou entusiasmada e cantou "Dilma, eu te amo". A presidente respondeu "o bom de amar é que eu amo vocês", e complementou: "a coisa mais triste é amor não correspondido". O auditório, no qual cabem 4 mil pessoas em cadeiras móveis, estava lotado, com a maioria das pessoas em pé.

O governador reeleito Raimundo Colombo (PSD) reconheceu que, em 2010, fez campanha por um adversário de Dilma, José Serra (PSDB), mas destacou que o melhor sentimento que existe é o da gratidão, passando a enumerar obras que o governo federal fez ou está tocando no Estado, como duplicação de rodovias federais e sistema contra enchentes no Vale do Itajaí. 

Em seu discurso, Dilma repetiu a citação de feitos dos governos petistas, como juros menores, redução do desemprego e ampliação de vagas nas universidades. Depois do evento em Florianópolis, Dilma seguiu para ato de campanha em Curitiba. 

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