Dilma defende critérios de seleção para o Mais Médicos

Dilma defende critérios de seleção para o Mais Médicos

Presidente destacou criação de 33 novos cursos de medicina e a ampliação de 37, como fatores que complementarão o programa

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

28 de setembro de 2014 | 19h29

SÃO PAULO - A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff escolheu falar do programa Mais Médicos em coletiva convocada para este domingo, em São Paulo, antes de sua participação do debate da TV Record. Dilma explicou e defendeu os critérios de seleção de municípios escolhidos para receberem os profissionais e voltou a reafirmar que 50 milhões de pessoas passaram a atendidas, pelos 14.462 médicos do programa, em 3.785 municípios. 

O jornal Folha de S. Paulo noticiou neste domingo que alguns municípios longe dos grandes centros continuam sem médico e que o programa acabou priorizando as regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Dilma destacou que o Brasil tinha uma das mais baixas proporções de médico a cada mil habitante (1,8) e que "nas periferias das grandes capitais não tinha médicos". 

Segundo a presidente, são vários os critérios das escolhas das cidades e, no início do programa, havia muita resistência, principalmente em relação aos médicos cubanos. "Vocês devem estar lembrados de como foi difícil implantar o Mais Médicos, porque havia uma reação, nós conseguimos nesse processo superar essa reação e colocar 50 milhões de pessoas atendidas por médicos", disse. 

Dilma disse que alguns municípios não queriam médicos cubanos e que a "União não pode obrigá-los a "receber um profissional". "Há de fato hoje uma mudança de posição de alguns municípios." Ela destacou que vê o programa Mais Médicos como sendo de urgência e voltou a falar do Mais Especialidades. 

Ela destacou a criação de 33 novos cursos de medicina e a ampliação de 37, como fatores que complementarão o programa. 

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