Dilma defende 'câmbio mais real' e crescimento em 2013

Dois dias depois de pedir 'Pibão', presidente usa inauguração de obra para dizer que medidas vão estimular economia

ELDER OGLIARI, ENVIADO ESPECIAL / CAXIAS DO SUL, O Estado de S.Paulo

23 de dezembro de 2012 | 02h04

A presidente Dilma Rousseff aproveitou ontem a inauguração de um sistema de abastecimento de água em Caxias do Sul (RS) para citar medidas tomadas pelo governo para superar "gargalos fundamentais" e permitir o crescimento sustentável do País. Foram destacadas a redução das taxas de juros, a redução de tributos e a busca de uma "taxa de câmbio mais real".

Dilma fez o discurso dois dias após dizer que queria um "Pibão grandão" em 2013. "Nós, junto com a redução dos juros, com uma taxa de câmbio mais real e com a redução dos impostos, que iremos continuar a perseguir em 2013, começamos a superar os gargalos fundamentais para que o Brasil pudesse crescer de forma sustentável", afirmou. O governo teme que nova desvalorização do dólar possa prejudicar as exportações brasileiras.

A presidente aproveitou para citar a geração de empregos em seu mandato, usando dados do IBGE divulgados anteontem - índice de 4,9%, o segundo mais baixo em uma década. No discurso de cerca de 20 minutos, Dilma destacou a importância de se combater a pobreza em paralelo à busca pelo crescimento do Brasil. "Temos a missão de reduzir a pobreza extrema por razões morais e éticas, mas também econômicas, para o fortalecimento do País enquanto nação", afirmou, para uma plateia de cerca de 400 pessoas. Inaugurado ontem, o Sistema de Abastecimento de Água Marrecas, que custou R$ 250 milhões, vai garantir o abastecimento de água para 250 mil pessoas da região de Caxias do Sul. Hoje, a cidade tem 440 mil habitantes.

Aviação. No discurso, Dilma também ressaltou que o governo vai subsidiar a aviação regional para ter o transporte aéreo adequado às suas dimensões continentais. "Há dois dias assumimos investimentos e manutenção de aeroportos regionais, que devem ter melhores condições para operar", lembrou, admitindo que, para isso, "temos que ter subsídios como isenção de tarifas aeroportuárias nos aeroportos regionais e de 60 assentos, no limite da metade (da capacidade) de uma aeronave."

O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, disse que "não há dúvida" de que seu partido vai apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014 e que "não é a hora de adesismos baratos, nem de arroubos de oposicionismos oportunistas". As declarações foram dadas em entrevista à revista Época.

"Nós temos de ajudá-la a ganhar 2013. Ganhando 2013, Dilma ganha 2014. Então a forma de ajudar Dilma é dizer: em 2014 todos nós vamos estar com Dilma", afirmou Campos, em referência à situação econômica do País. "Queremos que a presidenta Dilma ganhe 2013 para que ela chegue a 2014 sem necessidade de passar pelos constrangimentos que outros tiveram de passar em busca da reeleição."

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